Paulinho Linhares conversou sobre o assunto com o jornalista Bruno Perez, na Rádio 93FM - Foto: Lara Muniz/Roraima em Tempo
O Supremo Tribunal Justiça (STJ) determinou que o rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é taxativo. Isso significa que, agora, os planos de saúde só cobrem procedimentos listados pela ANS.
O advogado e ex-vereador de Boa Vista, Paulinho Linhares, conversou sobre o assunto com o jornalista Bruno Perez, no programa Rádio Verdade, da Rádio 93FM, na tarde desta segunda-feira (11).
Com a decisão do STJ, o rol da ANS deixa de ser exemplificativo, o que permite que as operadoras de saúde recusem o custeio do tratamento de determinadas doenças. Conforme Paulinho, anteriormente, quando os planos de saúde negavam o tratamento, os usuários recorriam à Justiça e sempre ganhavam as causas.
“Acaba que a terapia era feita sob ordem judicial. Os planos de saúde foram recorrendo, a decisão chegou no STJ. No dia 10 de junho foi feito o julgamento e, infelizmente, o STJ decidiu que o rol não era exemplificativo, que é aquilo que torna o rol da ANS um exemplo, uma referência”, explicou.
O vereador afirmou ainda que as operadoras de saúde argumentam que o rol exemplificativo causa um “desequilíbrio financeiro”.
“Mas imagina só, quantas pessoas pagam o plano de saúde e não usam? Quanto dinheiro o plano de saúde tem? Infelizmente, eles foram recorrendo, recorrendo e conseguiram essa vitória no STJ, essa vitória na Justiça que ocasionou um drama nas famílias das pessoas que têm plano de saúde”, contou.
De acordo com Paulinho, somente em Roraima, quase 30 mil pessoas são usuárias de planos de saúde. Por outro lado, no Brasil, o número já chega aos 50 milhões. Dessa forma, ele explicou que este recurso desafoga o serviço público de saúde.
“A pessoa está pagando seu plano, vai lá onde tem que ser atendida no seu plano, e aí ela não precisa ir no serviço público”, disse.
Além disso, o vereador destacou que a Câmara dos Deputados criou um Grupo de Trabalho, presidido por Hiran Gonçalves, para definir entre o rol taxativo ou exemplificativo. O deputado deve apresentar o relatório nesta terça-feira (12).
“A impressão que a gente tem é que quando a Câmara dos Deputados quer enrolar alguma coisa, ela cria um grupo de trabalho. Ela faz uma reunião para marcar uma reunião. Então a Câmara criou um grupo de trabalho para definir algo em relação ao rol taxativo ou exemplificativo. E aí, faz seu relatório, se submete ao plenário, e nada concretamente é feito em benefício da sociedade”, afirmou.
Fonte: Rádio 93FM
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