Saúde

Servidores terceirizados da Maternidade estão há quase três meses com salários atrasados

Os servidores terceirizados da limpeza da Maternidade Nossa Senhora de Nazareth denunciaram à redação que estão há quase três meses sem salários.

O presidente do sindicato da categoria, Alexandre Grossi, entrou em contato com a empresa União Comércio e Serviços LTDA, que informou que não realizou o pagamento porque a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) não fez o depósito do contrato.

“Segundo a empresa, isso está ocorrendo por falta de pagamento da Sesau. Dizendo que já está na terceira fatura de atraso e que não tem uma previsão de pagamento”, disse.

Do mesmo modo, Alexandre afirmou que não é a primeira vez que a empresa atrasa o pagamento dos funcionários. Por esse motivo, ele pede um posicionamento da Pasta.

“Peço uma resposta, por que não está havendo a fiscalização dos contratos? Por que está atrasando as faturas? O atraso faz com que as empresas contratadas não cumpram com o pagamento. Mais uma vez, a Sesau vem ocasionando um transtorno na vida dos trabalhadores”, pontuou.

Problema recorrente

Não é a primeira vez que os servidores da maternidade procuram o Roraima em Tempo para denunciar atraso no pagamento. Anteriormente, em outubro do ano passado, a classe de limpeza passou três meses sem receber.

Do mesmo modo, em maio deste ano, os servidores voltaram a reclamar pelo mesmo motivo. Na época, eles ficaram um mês sem receber o pagamento.

União Comércio

A empresa União Comércio é registrada no nome dos sócios administradores Antônia Pereira de Araújo e Gilmar Pereira de Araújo, parentes do senador Mecias de Jesus (Republicanos).

De acordo com a denúncia enviada à redação, os irmãos Gilmar e Antônia mantêm uma vida muito simples, que não condiz com os valores recebidos pela empresa. E como resultado, a sócia, inclusive, residia em uma casa simples no bairro Cambará, em Boa Vista.

Conforme pesquisas feitas no Diário Oficial do Estado (DOE) a empresa pode ter recebido mais de R$ 100 milhões entre 2014 e 2020 do Governo.

Empresa investigada

A firma mantém contrato com a Sesau e acabou sendo investigada na CPI da Saúde. É que ela já tinha contrato firmado para limpeza da maternidade desde 2016. No entanto, no DOE de 30 de abril de 2020, constava um termo aditivo que permitia que a empresa recebesse mais R$ 5 milhões para realizar o mesmo serviço.

Desse modo, a investigação desse contrato, inclusive, contribuiu para um pedido de impeachment do governador Antônio Denarium.

Citado

A redação entrou em contato com a Sesau e União Comércio e Serviços LTDA para posicionamento e aguarda retorno.

Fonte: Da Redação

Ian Vitor Freitas

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