Fonte: Governo de SP
A vacinação contra a dengue com o imunizante do Instituto Butantan está suspensa temporariamente por decisão do Ministério da Saúde. A Pasta tomou a medida nessa terça-feira, 9, após casos graves de reação e dois óbitos entre pessoas vacinadas com o imunizante.
A Anvisa já tinha aprovado a vacina Butantan-DV e passado por todas as fases de testes clínicos. No entanto, a vigilância de rotina do Ministério da Saúde detectou 42 casos com sinais de alerta. Além de três quadros graves, que resultaram em duas mortes.
O diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações da Pasta, Eder Gatti, explicou que a interrupção do uso do imunizante foi feita por precaução. Dessa forma, até que a relação com a vacina seja totalmente esclarecida:
“Nós tivemos a identificação, após a vacinação, de 3.703 pessoas que manifestaram sintomas típicos de dengue. Desses, 42 manifestaram o que a gente chama de sinais de alarme. Além disso, a gente teve a identificação de três casos que nós classificamos como graves e que precisaram de assistência, terapia intensiva, e, infelizmente, dois evoluíram ao óbito. E aí, por conta disso, por uma precaução, a gente acabou tomando essa decisão de suspender temporariamente.”
Até o dia 30 de maio, mais de 501 mil pessoas haviam sido imunizadas. Quem tomou a vacina há mais de 21 dias não corre risco. Já as pessoas vacinadas nas últimas três semanas devem ficar atentas a sintomas como febre, dores no corpo, manchas, sangramentos ou vômitos e procurar um serviço de saúde caso apareçam.
Conforme Gatti, não irão recolher os lotes já distribuídos, mas deverão ficar guardados nas redes de frio dos estados. A suspensão vale apenas para a vacina do Butantan, aplicada em maiores de 15 anos. A outra vacina contra dengue disponível no SUS, do laboratório Takeda, continua sendo distribuída normalmente para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, como explicou.
“Estamos falando apenas da suspensão temporária da vacina do Butantan. A outra vacina da dengue, que é a vacina do laboratório Takeda, que é feita para crianças de 10 anos até adolescentes de 14 anos, segue com a vacinação normal em todo o país.”
O Ministério da Saúde e o Instituto Butantan agora investigam os casos. O MS deve convocar um comitê de especialistas para avaliar os dados. De acordo com Eder Gatti, ainda não há prazo para uma decisão definitiva sobre a retomada da vacinação com a Butantan-DV.
“Ainda é cedo para eu dizer para você quando é que a gente vai ter uma decisão definitiva.”
Apesar da suspensão, o Ministério da Saúde destaca que o episódio comprova a eficiência do sistema de vigilância, que identificou esses eventos raros e inesperados. Assim, permitindo uma ação rápida de proteção à população. Conforme Eder Gatti, isso demonstra que o Programa Nacional de Imunizações funciona bem. Também cumpre seu papel de zelar pela segurança das vacinas oferecidas à população brasileira.
Fonte: Agência Brasil
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