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Ministério Público vai investigar implantação de hotel sem licenciamento ambiental em reserva no Baixo Rio Branco

O Ministério Público de Roraima (MPRR) abriu investigação para apurar a implantação de um hotel na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Xeruini, na região do Baixo Rio Branco, em Caracaraí.

O órgão publicou a decisão, assinada por Valcio Luiz Ferri, titular da Promotoria de Justiça da Comarca de Caracaraí no Diário Eletrônico desta segunda-feira, 19.

A investigação criminal tem a finalidade de apurar crime devido à construção de 10 chalés, 2 barracões e outras obras em uma área sem o devido licenciamento ambiental.

Voltado para a pesca esportiva, o estabelecimento foi construído sem autorização da Fundação Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh).

Na publicação, o promotor cita um auto de infração da Femarh, assim como um relatório ambiental, também da fundação.

A reportagem procurou a empresa para pedir posicionamento e aguarda resposta. Procurou ainda a Femarh, mas a mesma não se pronunciou.

Polêmica

A empresa responsável pela obra no local é a Vila Nova Amazon Agência de Viagens LTDA. A mesma já se envolveu em outra polêmica na região em 2021, quando ribeirinhos contestaram uma licença ambiental para a empresa atuar na pesca esportiva no rio Xeruini.

Eles alegaram que o Governo do Estado não ouviu os moradores da região. Desse modo, pediram a suspensão da licença.

Procurado pela redação para falar sobre a insatisfação dos moradores da região, o empresário Victor Vilanova chamou os ribeirinhos de “vagabundos”.

Depois disso, ele voltou a se manifestar, mas nas redes sociais.  Ele disse que os ribeirinhos são “gente pequena demais” e perguntou em seguida: “será que vou ter que dá um copo de vergonha para vocês tomarem?”

Após as declarações de Vilanova, a confusão tomou corpo e os ribeirinhos procuraram o governador Antonio Denarium que disse que pretendia solucionar o problema.

Além disso, a Femarh fez reuniões no Baixo Rio branco e deputados tentaram intervir no conflito. Depois de toda a polêmica, a Fundação de Meio Ambiente suspendeu a licença. Contudo, agora, a empresa de Vilanova virou alvo de nova investigação por crime ambiental.

Outras denúncias

À época, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) investigava Victor Vilanova por crime ambiental. Em maio de 2021, o órgão abriu um inquérito para apurar o caso.

Conforme a denúncia, Victor causou desmatamento na região do Rio Jufaris, nas comunidades Caburis e Caju, localizadas entre Barcelos, no Amazonas, e Caracaraí, em Roraima.

Além disso, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipam) disse ao Ministério Público que Vilanova não tinha licenças ambientais para atuar na região. Contudo, o empresário negava.

Fonte: Da Redação

Rosi Martins

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