Governo de Roraima vende redução de taxas de 50% como conquista própria, mas apenas cumpre determinação federal… e com atraso

Reajuste não nasceu no Detran-RR e nem da boa vontade do governador. Ele está previsto em portaria publicada pelo Governo Federal no dia 12 de dezembro de 2025, que fixou R$ 180 como teto nacional para exames de aptidão física e mental

Governo de Roraima vende redução de taxas de 50% como conquista própria, mas apenas cumpre determinação federal… e com atraso
Pátio de prova prática – Foto: Divulgação/Detran-RR

O Detran Roraima foi às redes sociais comemorar a redução de 50% no valor dos exames médico e mental para obtenção da CNH, que foram de R$ 403 para R$ 180. O post veio com um slogan pronto: “mais acesso, mais inclusão e mais oportunidades de trabalho”, segundo a publicação, tudo garantido pelo Governo do Estado. Só tem um problema: isso não é conquista uma conquista própria da administração estadual, apenas o cumprimento de uma determinação federal.

Essa redução não nasceu no Detran-RR e nem da boa vontade do governador Antonio Denarium (Progressistas). Ela está prevista na Portaria SENATRAN nº 927/2025, publicada no Diário Oficial da União do dia 12 de dezembro de 2025, que fixou R$ 180 como teto nacional para esses exames. Ou seja: todos os estados brasileiros tiveram que se adequar. Roraima apenas cumpriu a regra, e ainda o fez com atraso.

E esse discurso de “mais acesso” também desmorona quando a população olha para o que realmente pesa no bolso na hora de ir atrás da CNH: a taxa do Detran. Para a primeira habilitação nas categorias ACC, A ou B, o candidato paga R$ 529,53. Se for AB, o valor sobe para R$ 672,45. Enfim!

O mais incômodo é que essa prática não é novidade. O Governo de Roraima tem histórico de “pegar carona” em ações do Governo Federal e vender como feito próprio. Foi assim com o Linhão de Tucuruí. Foi assim com a quitação de contratos do Minha Casa, Minha Vida. Foi assim agora.

Além disso, vale lembrar dos R$ 25 milhões enviados pelo Governo Federal para uma nova maternidade e dos R$ 60 milhões para a construção de um novo bloco do Hospital Geral de Roraima. São recursos federais, mas o discurso da gestão local insiste em colocar o carimbo estadual onde não cabe.

 

 

 

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