Advogada Pataxó terá acesso a plano de combate ao garimpo na Terra Yanomami

Ministro autorizou compartilhar informações da Polícia Federal com representante da Apib

Advogada Pataxó terá acesso a plano de combate ao garimpo na Terra Yanomami
Advogada se comprometeu em guardar sigilo das informações – Foto: Reprodução/Instagram/Samara Pataxó

A Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) indicou uma advogada para ter acesso ao plano de ações da Polícia Federal (PF) na Terra Yanomami.

Em agosto, o ministro Luís Roberto Barroso permitiu a Apib ter acesso às informações. De acordo com ele, a associação pode ajudar nas ações policiais em sete terras indígenas do Brasil, incluindo a Yanomami, em Roraima.

A advogada Samara Carvalho Santos é indígena da etnia Pataxó e assessora jurídica da Apib. Ela enviou um documento ao Supremo Tribunal Federal (STF) no qual se compromete em guardar sigilo do plano.

“Me comprometo a manter o sigilo profissional de todas as informações que tiver acesso, para a preservação das informações de inteligência, e em especial para a proteção das vidas das lideranças indígenas envolvidas“, disse.

As operações da PF em parceria com outros órgãos ocorrem desde o mês de junho. A escala de conflitos entre garimpeiros e indígenas fez com que o STF mandasse retirar os invasores.

Contudo, a Apib sustentou que poderia ajudar no diálogo cultural com as comunidades para que as operações tivessem êxito. O ministro concordou, desde que apenas uma pessoa tivesse acesso.

Conflitos

A ação cobra no STF ações do Governo Federal de enfrentamento à pandemia da Covid-19. Conforme a Apib, os garimpeiros levaram o vírus para as comunidades.

A situação se agravou em março deste ano, quando uma lei do Governo de Roraima, que autorizava o garimpo no estado, causou uma corrida à região Yanomami.

De acordo com a Apib, a presença dos invares representa risco de genocídio. Dessa forma, exigia a retirada dos garimpeiros.

Contudo, em maio deste ano, houve uma escala dos conflitos na Terra Yanomami, levando a Apib e outras 16 organizações pressionarem o STF por uma decisão urgente.

No fim daquele mês, Barroso ordenou a expulsão dos invasores. Desde então, a PF e outros órgãos fazem constantes ações de retirada.

Por Redação

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