Cidades

Concurso da Polícia Civil: provas discursivas e objetivas para cargo de médico legista são anuladas

As provas discursivas e objetivas para o cargo de médico legista do concurso da Polícia Civil (PCRR) foram anuladas. As informações são desta quinta-feira (25).

Conforme o Governo de Roraima, a razão é para que ocorra a reanálise das 40 questões da prova de conhecimentos específicos. Foram constatadas e anuladas 19 questões. Elas podem ser consideradas plágio indireto da prova cancelada em agosto de 2022.

A Fundação Vunesp, banca responsável pelo concurso da PCRR, havia lançado um edital, convocando os candidatos ao cargo de médico legista, com a atribuição de pontuação a todos os candidatos presentes na prova objetiva. Por consequência, houve a anulação de todos os atos subsequentes à prova objetiva e os candidatos foram reclassificados.

Contudo, o Governo afirmou que haverá um novo edital de convocação para aplicação das provas. Ele vai constar em Diário Oficial do Estado de Roraima (DOE) e também no site da Fundação.

Entenda

O Ministério Público de Roraima (MPRR) ajuizou na quarta-feira (24) Ação Civil Pública com pedido de liminar para que o Governo e Vunesp suspendam imediatamente o concurso.

A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público protocolou a ação após denúncias de que o Governo e a Vunesp descumpriram regras do edital. Além disso, investigações do órgão ministerial comprovaram que, de fato, o certame apresenta vícios.

Conforme apuração, a prova do concurso da PCRR, que inicialmente estava prevista para o mês de agosto de 2022, foi suspensa. É que houve um desvio de rota do caminhão que transportava as provas.

Na época, o material com os exames foi incinerado. Assim, o certame ocorreu em novembro do mesmo ano. No entanto, 12 das 40 questões da prova para vaga de médico legista estavam exatamente iguais às perguntas contidas na prova incinerada e disponibilizada pelo site da Vunesp.

Aprovados protestaram

Aprovados realizaram uma manifestação em frente ao MPRR na tarde desta quinta-feira (25) contra a suspensão do certame, além de pedir para que ocorra o cumprimento das regras que constam no edital.

O edital

Segundo os representantes, o edital diz que para a classificação, não bastava fazer 60 pontos na prova objetiva e 70 pontos na somatória com a discursiva. Assim, para prosseguir para as demais etapas do concurso, haveria de considerar as 90 melhores notas da prova discursiva dentro do número de classificados, respeitando os casos de empate na última posição.

Prejuízos para os aprovados

Conforme uma das aprovadas Simone Chacon, o concurso estava no estágio de investigação social que é a última etapa da primeira fase. E uma reclassificação prejudicaria mais de 100 candidatos.

Ainda conforme os aprovados, o parecer do MPRR não considera os valores já investidos pelos candidatos, como a realização de exames médicos, deslocamentos para as etapas do TAF, exame psicotécnico e os gastos com certidões para a investigação social. “Nós que moramos em Roraima gastamos mais de 3 mil reais com exames e demais fases. Há candidatos que vieram de outros estados e gastaram ainda mais, inclusive com passagens aéreas. É injusto mudar o edital a essa altura do campeonato. Edital este que não há incongruências”, disse.

Fonte: Da Redação

Polyana Girardi

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