O Conselho Regional de Psicologia vai apurar a conduta do psicólogo de 28 anos, preso suspeito de transferir R$ 3 mil da conta de uma idosa, de 68 anos, atendida pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) em Caroebe, Sul de Roraima.
De acordo com o conselheiro e representante da Comissão de Orientação e Fiscalização (COF), Caio Brazão, a apuração do caso ficará sob responsabilidade da própria comissão. Segundo ele, o Conselho já tem conhecimento da situação e acompanha a denúncia. Caso a má conduta do psicólogo seja comprovada, poderá ser instaurado um processo disciplinar que pode resultar até na cassação do registro profissional.
“O próprio Conselho pode averiguar a situação e, se houver comprovação, ele [o suspeito] pode, sim, perder o registro profissional. Contudo, essa não é uma medida imediata, ou seja, existe todo um processo administrativo até que isso aconteça”, esclareceu.
Conforme a Polícia Militar de Roraima (PMRR), o suspeito supostamente usa da função de psicólogo do órgão e da relação de confiança com pessoas idosas e vulneráveis para ter acesso a aparelhos celulares e dados bancários das vítimas. Em consulta ao Cadastro Nacional de Psicólogos (CRP), o Roraima em Tempo constatou que ele possui registro ativo desde março do ano passado.
O caso
A vítima procurou o CRAS para recadastramento no dia 15 de maio, ocasião em que recebeu atendimento do profissional. Durante o encontro, ele teria tido acesso ao aparelho celular dela e passou a manter contato com a mulher por meio de WhatsApp.
Ainda segundo a idosa, o homem ainda teria realizado visitas à casa dela sob a justificativa de prestar auxílio relacionado a um benefício. O psicólogo teria voltado a comparecer na residência da mulher e tentado realizar uma transferência, mas sem sucesso.
Ela relatou que passou a desconfiar da situação e decidiu verificar as movimentações bancárias de sua conta. Dessa forma, constatou, assim, uma transferência de R$ 3 mil, realizada no dia do atendimento da idosa no CRAS. O dinheiro teria ido para uma conta vinculada ao irmão do servidor. Uma guarnição se deslocou até a casa do acusado e o encaminhou à delegacia para os procedimentos cabíveis. O homem já possui passagem pela polícia envolvendo um fato semelhante e com o mesmo modo de atuação.
O Grupo Égia de Comunicação entrou em contato com a Prefeitura de Caroebe para pronunciamento e aguarda retorno.
Fonte: Da Redação

