Cidades

Corpo do 2º menino Yanomami é localizado em área de garimpo

O Corpo de Bombeiros Militar de Roraima (CBM-RR) localizou, na tarde de hoje (14), o corpo do segundo menino indígena, de 7 anos, que desapareceu na comunidade Makuxi Yano da Terra Indígena Yanomami em Alto Alegre, Norte de Roraima.

A criança brincava no rio Parima com um primo, de 5 anos, quando os dois foram “sugados” por um maquinário de garimpo instalado ilegalmente no local e desapareceram, segundo a Hutukara Associação Yanomami (HAY).

Ontem (13), indígenas da região encontraram o corpo do menino mais novo, enquanto que faziam buscas pelo rio.

Buscas

Às 16h30 de ontem, o Corpo de Bombeiros enviou uma equipe com quatro mergulhadores para fazer as buscas pelo menino desaparecido.

Conforme o CBM-RR, a área é de difícil acesso, por isso as equipes precisaram aguardar a liberação de uma aeronave para iniciarem as buscas.

Denúncias

Além da Hutukara, o Conselho de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kwana (Condisi-Y) também denunciou o caso e acionou a Fundação Nacional do Índio (Funai) para providências.

“A situação exposta é gravíssima e deixa explícita a negligência do governo com os povos Yanomami, que vivem a mercê de invasores. O ocorrido nos leva a clamar às autoridades que protejam nossas crianças”, disse o Condisi-Y, em publicação nas redes sociais.

Região de garimpo

Conforme a HAY, até setembro de 2021, a área de floresta destruída pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami superou a marca de 3 mil hectares – um aumento de 44% em relação a dezembro de 2020.

A entidade afirma ainda que, somente na região do Parima, onde está localizada a comunidade de Macuxi Yano, cerca de 118,96 hectares de floresta foram degradados. O aumento é de 53% em relação à dezembro de 2020.

 “O aumento da atividade garimpeira ilegal na Terra Indígena Yanomami está se refletindo em mais insegurança, violência, doenças, e morte para os Yanomami e Ye’kwana. As autoridades brasileiras precisam continuar atuando para proteger a Terra-Floresta, e impedir que o garimpo ilegal continue ameaçando nossas vidas”, afirma a entidade.

Fonte: Da Redação

Bryan Araújo

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