Cidades

Governador inspeciona ponte destruída no Jacamim e autoriza criação de escola na Vila Nova Esperança no Bonfim

O governador Soldado Sampaio visitou a comunidade Jacamim, no município de Bonfim, Norte de Roraima, nesta quinta-feira, 4, e inspecionou a ponte destruída pelas enchentes sobre o rio Jacamim. O município decretou estado de emergência após fortes chuvas que deixou seis comunidades indígenas isoladas. Ele avaliou a situação e anunciou o início das obras de reconstrução com recursos de emenda parlamentar.

Vim visitar in loco, juntamente com o deputado [Coronel] Chagas, conhecer a realidade das pessoas e a necessidade de fazer essa reforma urgente. Construir uma nova ponte é o que temos que fazer aqui”, afirmou Sampaio. Ele também agradeceu ao parlamentar pela realocação de emenda para viabilizar a obra.

Além do deputado Coronel Chagas, também participaram da inspeção o prefeito de Bonfim, Romualdo Feitosa, e o ex-prefeito Joner Chagas.

Enquanto as obras de reconstrução não iniciam, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil Estadual seguem realizando baldeação de pessoas no trecho. As equipes fazem distribuição de cestas básicas, água e medicamentos às famílias isoladas. Uma ação integrada entre Governo do Estado, prefeitura de Bonfim e as forças de segurança.

Governador autoriza criação de escola na Vila Nova Esperança

Ainda durante a visita a Bonfim, Soldado Sampaio atendeu a uma demanda que aguardava resposta há 10 anos. Dessa forma, autorizou o desmembramento de três salas anexas à Escola Estadual Indígena Tuxaua Cícero da Silva Pereira, para a criação de uma escola estadual não indígena na Vila Nova Esperança.

A solicitação havia sido protocolada na Seed (Secretaria de Educação e Desporto) e contava com o apoio formal de 83 moradores.

“Vamos criar essa escola para atender a demanda da comunidade, uma vez que na localidade só tem uma escola indígena e precisa atender também os estudantes não indígenas”, afirmou o governador, que deverá assinar o decreto de criação nas próximas semanas.

A professora Norma Suely explicou o histórico da unidade. “Há 10 anos existem essas salas anexas dentro da Escola Estadual Indígena Tuxaua Cícero da Silva Pereira para atender aos alunos não indígenas. Nosso objetivo é criar uma escola e deixar de ser salas anexas”, disse. Ela acrescentou que a nova unidade também permitirá ampliar a oferta de EJA (Educação de Jovens e Adultos) para moradores que não concluíram o ensino médio.

A escola indígena atualmente atende cerca de 60 alunos e conta com cinco professores, oferecendo ensino médio regular e EJA. A comunidade já definiu uma proposta de nome para a nova unidade. A intenção é homenagear a professora Maria das Graças Pimentel, roraimense nascida em 1962 e reconhecida pela atuação em capacitação docente, gestão escolar, alfabetização, inclusão digital e legislação educacional.

Fonte: Da Redação

Josiele Oliveira

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