Fachada da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) - Foto: Ian Vitor Freitas/ Roraima em Tempo
Um paciente idoso identificado como Aldeir Silva de Oliveira, de 64 anos, denunciou à reportagem nesta quinta-feira (16), a demora da Secretaria de Saúde (Sesau) para emitir as passagens para retornar à Roraima. É que ele está em Tratamento Fora de Domicílio (TFD) em Fortaleza no Ceará.
Aldeir realizou um transplante no fígado em setembro, contudo, no dia 3 de novembro, ele recebeu alta médica e foi liberado para retornar para casa.
Então, a filha do idoso que é a acompanhante e que preferiu não ser identificada, explicou que apresentou relatório e solicitou da Sesau a emissão das passagens.
No entanto, já se passaram 15 dias do pedido, e até o momento, não há previsão para o retorno do paciente ao estado. Isto porque a Sesau não comprou os bilhetes. “Pedi a passagem, mandei o relatório e os pedidos. Estava tudo certo e desde então, estamos nesta luta. Ligo, mando mensagens e eles atendem quando querem. Ou então, mandam a gente aguardar. Agora estamos aqui sem ajuda de custo, passando dificuldades, pois precisamos pagar água, energia, alimentação, e está muito difícil”. explicou.
Além disso, a mulher explicou que a sensação é de abandono. “Nós estamos abandonados aqui. Não temos mais dinheiro nem para pagar comida e não está sendo fácil. Todas as vezes demoram para nos responder e quando respondem não existe nenhum tipo de solução para dizer qual o dia que a gente vai poder retornar” disse.
Do mesmo modo, outros pacientes que dependem do TFD, enfrentam o mesmo problema. Na semana passada por exemplo, a reportagem denunciou que uma paciente com síndrome rara chegou a perder consulta no Hospital Sara Kubistchek em Brasília já que a Sesau não comprou as passagens para o deslocamento.
Assim, a mãe da paciente identificada com Rita de Cássia, procurou o Ministério Público de Roraima (MPRR). Como resultado, o setor de TFD ligou e disse que não foi possível emitir as passagens.
Conforme a mulher, o pedido de TFD da filha ocorreu em julho e liberado em agosto. De acordo com a mãe, a Sesau teve tempo para emitir os bilhetes. “Eles me disseram que eu não poderia viajar porque a agência informou que não tinha vagas nos voos e que eu remarcasse a consulta como se fosse algo simples. Não é assim! Minha filha está sentindo dor. Então, foi simplesmente isso […] não é um favor é um direito adquirido e garantido em lei. Isto é revoltante, pois para onde vamos recorrer?”
A reportagem entrou em contato com a Sesau para esclarecimentos sobre o caso. Por meio de nota, disse que formalizou a emissão de passagens áreas para pacientes que estão em Tratamento Fora de Domicílio. Por fim, os pacientes vão receber as informações sobre o retorno a Roraima.
Fonte: Rádio 93 FM
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