Nelita Frank no batuque do Numur em ato de greve/Foto: Divulgação
O movimento de mulheres em Roraima vai realizar neste sábado (23) um evento chamado Julho das pretas em prol da luta pelos direitos de igualdade, bem como demonstrar indignação diante do racismo e do machismo estrutural.
Assim, quem quiser participar é só comparecer ao Espaço Cultural Paricá, a partir das 17h30. Esse ano, o tema será “Mulheres Negras e Indígenas no Poder: Construindo o Bem Viver”.
Do mesmo modo, o evento marca assim, o dia 25 de julho que é o dia da mulher negra, latina e caribenha. A data é símbolo de resistência das mulheres negras.
No estado, o movimento de mulheres sociais e feministas organizam desde 2015 o evento. O espaço de luta, protesto, indignação, contra-cultura, política e arte das mulheres negras e indígenas.
Conforme explicado pela socióloga Nelita Frank, do Núcleo de Mulheres de Roraima (Numur) e Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), a realização do evento marca assim, a luta e resistência das mulheres no enfrentamento ao racismo, violência e o genocídio.
“O Julho das pretas’, é uma experiência que as mulheres negras realizam no Brasil desde 2015, quando houve a primeira marcha nacional de mulheres negras e nós realizamos em Roraima o primeiro Julho das Pretas no mesmo ano. Esse ano lutamos também contra a fome, morte e Covid. Parem de nos matar! Estamos nas ruas para mudar a cara do poder, para derrotar o racismo, o fascismo, a xenofobia e eleger mulheres comprometidas a luta das mulheres e com a democracia”, disse.
Do mesmo modo, o evento vai contar com uma programação musical. Vai ter apresentações da Banda Sociedade de Esquina e Banda Avenida Bohemia.
Por outro lado, também vai ter mural de poesias de mulheres negras, declamação, exposição da história do racismo e violência contra as mulheres. Todavia, vai também ocorrer oficina de turbantes e tranças, roda de capoeira, performance com dança afro-caribenha, […] e ainda microfone aberto para as falas políticas dos movimentos de mulheres.
Igualmente, no dia 25 de julho, do ano de 1992, em Santo Domingo, na República Dominicana, ocorreu o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas.
Já no Brasil, foi sancionado uma lei que transformou o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
Tereza de Benguela foi uma líder quilombola, ela viveu durante o século 18. Com a morte do companheiro, Tereza se tornou a rainha do quilombo, e sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até 1770, quando o quilombo foi destruído pelas forças de Luiz Pinto de Souza Coutinho.
Fonte: Da Redação
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