Marcelo Camargo/Agência Brasil - Arquivo
Um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança apontou que , no último ano, 40,9% das mulheres deixaram de sair à noite por medo da violência.
A pesquisa também apontou que, entre as entrevistadas, 48,6% tem medo de ser vítima de agressão física por seu parceiro e 56,8% temem andar pela vizinhança após o anoitecer.
“As mulheres não apenas temem mais: elas temem de forma mais abrangente e menos segmentada. No universo masculino, a hierarquia do medo é mais seletiva e mais concentrada em crimes patrimoniais e eventos violentos de rua”, afirmou o estudo.
“No universo feminino, a agenda do medo articula simultaneamente violência patrimonial, violência letal, violência sexual, violência no espaço doméstico e limitação da mobilidade cotidiana”, completou.
Maiores medos elencados pelas mulheres
As mulheres também registraram ter mais medo do que os homens em todas as categorias avaliadas no estudo. Entre os itens com maior distância entre os sexos, estão: agressão sexual (34 pontos percentuais) ; andar pela vizinhança depois de anoitecer (19,1 pontos percentuais); ter a residência invadida ou arrombada (13,3 pontos percentuais); agressão por parceiro íntimo ou ex (13,2 pontos percentuais) e agressão física por escolha política ou partidária (12,4 pontos percentuais).
“Esses são, justamente, itens que remetem menos ao patrimônio isolado e mais à vulnerabilidade do corpo, da circulação e da proteção no espaço privado e público. Isso reforça a hipótese de que a clivagem de gênero não é apenas quantitativa, mas qualitativa: o medo feminino é mais fortemente estruturado pela percepção de vulnerabilidade incorporada ao cotidiano”, descreveu o estudo.
fonte: Da Redação
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