Mormaço Cultural/Foto: Katarine Almeida PMBV
O Mormaço Cultural se firma como um dos eventos mais esperados do ano pela população, se tornando símbolo de inovação, celebração da cultura pop, urbana e, principalmente, valorização do que é produzido na região. Além disso, recebe atrações nacionais que, em sua maioria, nunca haviam se apresentado em Roraima.
O nome do festival faz referência a condições climáticas muito bem conhecidas pelos roraimenses. De acordo com a geógrafa Gladis Silva, o chamado “mormaço” é pelo clima quente, úmido e abafado, podendo variar em intensidade e duração. Ou seja, pode ocorrer por apenas algumas horas, como também por vários dias.
“Em Roraima, o mormaço acontece no período de transição climática, ou seja, quando o período chuvoso ou inverno amazônico, dá lugar ao verão. Esse processo aumenta a temperatura e deixa o tempo mais abafado. Nesse sentido, o festival vem para celebrar a valorização do clima da Amazônia, além dos ritmos dançantes que envolvem calor e energia”, explicou.
Porém, mais que um conceito científico, o evento possui grande peso histórico-cultural. De acordo com o presidente da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (FETEC), Dyego Monnzaho, o mormaço é um festival que transita em todas as linguagens artísticas, valorizando diversos aspectos da cultura regional. Possui também o papel importante de ocupar diferentes espaços da cidade.
“A proposta é ser um festival de ocupação e intervenção urbana, que transita por multilinguagens artísticas, como música, teatro, dança, circo e gastronomia. Nesta segunda edição, além do Parque do Rio Branco, o Teatro Municipal também passa a ser ocupado. É importante porque o Mormaço realmente ativa a cadeia da cultura em diversas camadas”, disse.
Assim, o presidente destaca ainda, que além de valorizar a cena artística da cidade, o festival movimenta a economia criativa de forma significativa, aquecendo importantes setores como o de turismo, por exemplo.
“É muito significativo para a cidade, porque além de movimentar os trabalhadores da cultura, aquece o comércio, o setor de turismo e transporte, pois muita gente vem de fora para prestigiar e participar da festa. Ou seja, faz grandes contribuições econômicas, turísticas e, principalmente na criação de referências estéticas para a cidade”, concluiu.
Com mais de 30 horas de programação, o evento ocorre no Teatro Municipal entre os dias 26 e 29 de setembro. No Parque do Rio Branco, o festival acontece nos dias 30 de setembro e 1° de outubro.
Por fim, para conferir a programação do teatro, acesse o link: https://encurtador.com.br/agjV3. Já os dias e horários dos shows no parque podem ser acompanhados por meio do link: https://encurtador.com.br/wxBFK.
Fonte: Da Redação
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