A Débora Sales sonhava em ter um lugar para morar. Mas, sem a condição financeira para comprar uma casa ou um terreno, ela decidiu arriscar tudo o que tinha e fez parte de um movimento que ocupou uma área do Governo do Estado. Assim, nasceu o Pedra Pintada.
O local não tinha infraestrutura, rede de energia e nem água encanada. As casas eram improvisadas. E como o terreno é perto de um igarapé da capital, em dias de chuva, tudo ficava alagado, conforme lembra a moradora.
“Eu acho que esse bairro era uma lagoa. Antes, não tinha nem como a gente se locomover porque a gente andava com a água na canela. Eu mesma já tive que usar barco para conseguir sair de casa”.
O desafio de melhorar a vida dessas famílias era grande. Mas a Prefeitura de Boa Vista abraçou esse compromisso. Dessa forma, a coleta de lixo domiciliar e uma linha de ônibus foram os primeiros serviços públicos que chegaram à comunidade.
Porém, ainda era urgente organizar a infraestrutura do local. Algo que só pôde ser feito depois que o Pedra Pintada virou uma Área de Interesse Social. Assim, a partir de 2019, a Prefeitura de Boa Vista fez as primeiras melhorias no local.
“Em 2019, nós atendemos os moradores do Pedra Pintada com a iluminação pública. E ele foi o primeiro local de Boa Vista a ter 100% da luz de LED. E em seguida, com os recursos que o Romero conseguiu, começamos as obras de drenagem, o asfalto e a urbanização”, explicou Teresa Surita, que era prefeita na época.
Pedra Pintada: com o asfalto, a Débora abandonou a canoa
No pacote de obras, o Pedra Pintada ganhou 4,5 km de drenagem profunda. E isso resolveu de vez o problema de alagamento no local. Com ruas iluminadas, asfalto de qualidade e toda a urbanização, a Débora “aposentou” a canoa.
“Depois das obras, aqui na minha rua mudou tudo. Porque passou o asfalto, o calçamento e a iluminação. Eu moro na avenida Diamante e, hoje, eu tenho orgulho de morar aqui”.
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Fonte: Da Redação