Cibercriminosos estão aproveitando a Copa do Mundo para aplicar golpes virtuais e roubar dados pessoais de torcedores em diferentes países. Diante do aumento das fraudes, autoridades dos Estados Unidos, México e Canadá emitiram alertas sobre atividades suspeitas relacionadas ao evento esportivo.
Segundo um boletim divulgado pelo governo canadense, os criminosos usam grandes eventos como estratégia para aplicar ataques de phishing e engenharia social.
“Os cibercriminosos utilizam grandes eventos como iscas e pretextos para campanhas de phishing e ataques de engenharia social. Eles visam tanto indivíduos quanto organizações para roubar credenciais, cometer fraudes financeiras e explorar dados”, informou o comunicado.
Além dos tradicionais golpes com ingressos falsos, especialistas em cibersegurança identificaram um aumento de sites fraudulentos criados para roubar informações bancárias, credenciais de acesso e dados pessoais dos usuários.
Páginas falsas
De acordo com a Euronews, os criminosos também usam lojas falsas e páginas que imitam plataformas oficiais da Copa do Mundo para enganar torcedores.
Assim, a empresa Fortinet identificou mais de 13 mil sites relacionados ao torneio criados desde o início do ano. Segundo o relatório, cerca de 8% dessas páginas apresentavam atividades maliciosas ou suspeitas.
Outra empresa de segurança digital, a Check Point, identificou golpes que utilizam redes sociais e plataformas profissionais. Criminosos criam anúncios falsos de vagas para trabalhar na organização da Copa do Mundo e divulgam as ofertas em grupos de emprego e perfis no LinkedIn.
Quando a vítima realiza o cadastro, os golpistas conseguem acessar informações pessoais e dados confidenciais.
Além disso, links falsos para transmissão de partidas e plataformas de apostas também aparecem entre as principais armadilhas usadas pelos criminosos.
Diante do cenário, especialistas recomendam que os torcedores utilizem apenas canais oficiais para comprar ingressos e acessar conteúdos relacionados ao evento. Também orientam os usuários a verificar os domínios de e-mails enviados em nome da Fifa, desconfiar de promoções consideradas “exclusivas” e priorizar pagamentos com cartão de crédito, que oferecem mais possibilidades de contestação em casos de fraude.
Fonte: Da Redação




