Laura de Souza, de 54 anos, sofreu um grave acidente em maio de 2024 e fraturou a coluna. Por conta da gravidade, ela ficou paraplégica, ou seja, perdeu os movimentos da cintura para baixo. A paciente procurou a reportagem da rádio 93FM e denunciou que desde então, está acamada à espera de uma nova cirurgia na coluna. O procedimento, segundo a paciente, deveria ser realizada pelo Hospital Geral de Roraima (HGR).
Conforme explicou, no dia 10 de junho de 2024, a equipe médica realizou a primeira cirurgia de artrodese (para dois ou mais ossos para travar uma articulação para tirar a dor e dar firmeza ao corpo). Contudo, segundo a mulher, o procedimento ocorreu de forma irregular pelo próprio hospital.
“Não tive um pós-operatório bem feito, me mandaram para casa sem prescrição de medicamentos. Em seguida deu uma infecção na coluna, uma bactéria adquirida no HGR e tiveram que tirar os parafusos da coluna na cirurgia. Já estou quase 2 anos sem sentar e acamada. Solicitaram um TDF, que já estava esses anos aguardando e nunca me deram respostas. O tempo passou e busquei fazer consultas e exames aqui no estado mesmo, no Coronel Mota, para operar aqui”, explicou contexto da situação.
Dificuldades
De acordo com familiares, a paciente enfrenta problemas de locomoções e cuidados diários. Já que não pode sentar em cadeira de rodas, a mulher precisa gastar cerca de R$ 500 para custear um ambulância particular para levá-la a policlínica Coronel Mota. Além disso, de acordo com Laura, ela perdeu um filha ficou responsável por três netas. Mas sem condições de trabalhar e por falta de aposentadoria, as despesas ficam sobrecarregadas.
“Tenho três crianças em casa comigo, a mãe delas faleceu e deixou 3 comigo a minha filha mais velha, e a minha despesa fica toda pro meu filho. Então preciso urgentemente de uma cirurgia para poder sentar novamente, ter uma qualidade de vida. Eu corro risco também, da minha coluna soltar novamente e trazer certos riscos de saúde”, contou.
Laura ressaltou o desejo de poder voltar a ter uma vida digna na condição de paraplégica. Mas para isso, é necessário o procedimento para dar sustentação à coluna.
“Preciso de uma artrodese pra mim possibilitar de sentar novamente e viver de forma digna. O que quero é que me ajudem a agilizar minha cirurgia o quanto antes. Entendo que é bem complicado, mas tenho fé em Deus que tudo vai dar certo, no entanto preciso de ajuda para poder agilizar a minha cirurgia”, disse à reportagem.
Citada
Em nota, a secretaria de saúde informou que a paciente está regularmente inserida no programa de tratamento fora do domicílio desde maio de 2025. Desse modo, com indicação médica para realização de artrodese torácico-lombar posterior em quatro níveis.
Ainda conforme a pasta, desde a abertura do processo, a equipe do TFD realizou todas as providências administrativas necessárias para viabilizar o atendimento. Também disse que a paciente está na fila de atendimento da rede Sarah, em Brasília, conforme resposta encaminhada pela instituição em janeiro de 2026. E assim, permanecendo no aguardo da disponibilidade de vaga.
Porém, Laura mostrou por meio de uma foto, que está na fila de espera do HGR.
Fonte: Jornalismo Rádio 93FM

