Terceirizados da limpeza do HGR fazem manifestação para cobrar salários atrasados há quatro meses: ‘nem todo mundo pode esperar’

Muitos trabalhadores estão com aluguéis e outras contas atrasadas e pedem pagamento com urgência

Terceirizados da limpeza do HGR fazem manifestação para cobrar salários atrasados há quatro meses: ‘nem todo mundo pode esperar’
Foto: TV Imperial

Servidores terceirizados do Hospital Geral de Roraima (HGR) realizam uma manifestação em frente à unidade nesta segunda-feira (13) para cobrar o pagamento de salários atrasados.

Segundo os trabalhadores, já são quatro meses sem receber os pagamentos. Por conta da situação, muitos não conseguem pagar o aluguel e outras contas.

“Está bem difícil para toda a equipe. Todos os dias a gente se esforça para estar aqui realizando o nosso trabalho, com todo nosso esforço. Alguns fazem bicos fora e tentam se esforçar de todas as formas para poder suprir as necessidades de suas casas. Tem muitos que moram de aluguel, tem uns que têm casa própria, mas têm contas para pagar, como luz, água, internet, e outras coisas como alimentação. Então está bem difícil para a equipe”, disse a auxiliar de serviços gerais, Kamilia Palheta.

A também auxiliar de serviços gerais Bruna Bríglia diz que a justificativa que os trabalhadores terceirizados receberam é de que o Governo do Estado ainda não repassou os valores para pagamento.

“Eles pedem que a gente possa ter paciência até esse dinheiro ser repassado. Mas não é possível. Tem muitos pais e mães de família que está com seus aluguéis atrasados, suas contas atrasadas. Então nem todo mundo pode esperar”

Procurada, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que as notas das terceirizadas estão em processo de regularização e que o pagamento deve ser efetuado ainda esta semana.

Haiplan

Uma das empresas terceirizadas para o serviço de limpeza no HGR e que os servidores denunciam a falta de pagamento é a Haiplan Construções Comércio e Serviços Ltda. A firma foi uma das 13 investigadas na CPI da Saúde, que também investigou 65 pessoas.

De acordo com as investigações, a empresa vendeu máscaras por R$ 53,50 para a Sesau durante a pandemia. Fato este confirmado por um dos sócios em depoimento na CPI.

Ainda durante o depoimento, o empresário também relatou que adquiriu as máscaras por R$ 1,45. Mas o valor chegou a R$ 53,50 para a Sesau devido ao transporte e outros encargos.

Fonte: Da Redação

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