Economia

Brasileiros têm mais de R$ 10 bilhões esquecidos; parte pode ser usada para bancar Desenrola

O total de dinheiro esquecido em instituições financeiras e bancos para resgate chegou a R$ 10,57 bilhões em março. O Sistema de Valores a Receber (SVR), do Banco Central, atualizou na terça-feira,12 o montante para devolução. Até o momento, o sistema devolveu R$ 14,55 bilhões de um total de R$ 25,13 bilhões postos à disposição pelas instituições financeiras. O governo pode usar parte desse valor para viabilizar a nova fase do Desenrola, programa de renegociação de dívidas.

Em relação ao número de beneficiários, 39,9 milhões de correntistas haviam resgatado valores. Por outro lado, 50 milhões de beneficiários, entre pessoas físicas e jurídicas, ainda não sacaram seus recursos.

Conforme o Banco Central, o Sistema de Valores a Receber é aberto, e, por isso, poderão incluir novos valores mensalmente por instituições financeiras.

Os brasileiros poderão consultar e fazer o pedido de resgate a qualquer tempo. Os valores não resgatados permanecem guardados nas instituições financeiras.

Desenrola

Com a nova fase do Desenrola Brasil, o governo federal informou que pretende usar entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões em valores esquecidos por cidadãos em instituições financeiras para viabilizar o programa de renegociação de dívidas. A ideia é usar valores não reclamados até o final de 2024.

O saque dos recursos não ocorrerá diretamente pelos consumidores, mas transferidos para o FGO (Fundo Garantidor de Operações). Desse modo, servirá como garantia para que bancos ofereçam descontos e condições mais vantajosas. Na prática, o reforço no fundo permite ampliar a concessão de crédito com redução de risco para as instituições financeiras. Portanto, possibilitando abatimentos que podem chegar a 90% em dívidas.

Total de valores a receber por tipo de instituição

  • Bancos — R$ 6,25 bilhões;
  • Administradora de consórcio — R$ 2,6 bilhões;
  • Cooperativas — R$ 975 milhões;
  • Instituições de pagamento — R$ 399,9 milhões;
  • Financeiras — R$ 224,1 milhões;
  • Corretoras e distribuidoras — R$ 106,6 milhões;
  • Outros — R$ 7,34 milhões.

Quantidade de beneficiários por quantia a receber

  • Até R$ 10 — 36,5 milhões;
  • De R$ 10,01 a R$ 100 — 14,03 milhões;
  • De R$ 100,01 a R$ 1.000 — 6,33 milhões;
  • Acima de R$ 1.000,01 — 1,19 milhão.

De acordo com o Banco Central, o beneficiário com valores a receber em mais de uma faixa é contado mais de uma vez. Por isso, nesse painel, o número de pessoas com dinheiro a receber é maior do que o informado pelo BC.

Fonte: Portal R7

Josiele Oliveira

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