Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) - Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
A recente operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) expôs um esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. Segundo investigações, associações e sindicatos descontaram mensalidades indevidas diretamente dos benefícios, muitas vezes sem qualquer autorização dos segurados.
Estima-se que os prejuízos somem até R$ 6,3 bilhões, com possíveis irregularidades entre 2019 e 2024.
A promessa do Governo Federal, é que haja uma devolução integral dos valores onde houve desconto de forma indevida. Porém, os detalhes operacionais ainda estão no processo de elaboração.
Para verificar se houve algum desconto irregular, o caminho mais rápido é acessar o extrato do benefício no aplicativo ou site Meu INSS. Nele, estão listados todos os débitos, incluindo mensalidades associativas. Caso identifique um desconto não reconhecido, é possível solicitar a exclusão da cobrança e até bloquear novos débitos do mesmo tipo.
De acordo com a advogada Lorrana Gomes, o momento é de atenção, mas sem necessidade de medidas judiciais imediatas.
“Neste momento, já que o governo se comprometeu a organizar um plano oficial de devolução dos valores é preciso estar atento às divulgações oficiais do plano de ressarcimento. Mas caso o segurado tenha direito e não seja contemplado com o plano, então, o ideal é buscar orientação profissional para garantir o reembolso”, orienta a especialista.
De acordo com o governo, os descontos irregulares serão suspensos imediatamente, e a partir de maio, nenhuma entidade poderá realizar cobranças diretamente na folha de pagamento dos aposentados sem comprovação de autorização.
A investigação revelou que 97% dos entrevistados nunca autorizaram os débitos, e, em 72% dos casos, nenhum documento teve verificação pelo INSS.
O plano de ressarcimento deverá considerar ainda os cerca de R$ 2 bilhões já bloqueados na operação.
Enquanto isso, os segurados que desconfiam de cobranças indevidas podem também enviar e-mail para acordo.mensalidade@inss.gov.br ou registrar reclamação no Portal Consumidor.gov e na Ouvidoria do INSS, via Plataforma Fala BR.
A investigação ainda está em curso, mas os dados iniciais revelam que cerca de 6 milhões de brasileiros podem foram vítimas de cobranças indevidas. O país conta com 40 milhões de aposentadorias e pensões ativas, e aproximadamente 15% delas estão associadas a esse tipo de desconto.
O governo, por meio da CGU, afirma que o objetivo é reorganizar o sistema e proteger os beneficiários, garantindo que só permaneçam os débitos realmente autorizados pelos próprios segurados. Para a advogada Lorrana Gomes, o momento exige atenção e paciência:
“O segurado deve acompanhar os comunicados oficiais, sempre pelos canais oficiais, se tudo for feito conforme prometido, a devolução ocorrerá automaticamente. Mas, se algo fugir do esperado, o apoio jurídico vai ser essencial para garantir o direito de cada aposentado ou pensionista”, finaliza.
Fonte: Da Redação
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