Foto: Divulgação/IFRR
O Campus Amajari do Instituto Federal de Roraima (IFRR/CAM) realizou aula inaugural, nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026, da primeira turma do Cursinho Popular Arikî Yamî. Ele é voltado à preparação de 40 estudantes do 3.º ano do ensino médio oriundos tanto do campus quanto de escolas da sede do município. A ação busca ampliar o acesso ao ensino superior por meio de formação gratuita e inclusiva.
O projeto concorreu com propostas de todo o País e marca uma iniciativa inovadora da educação popular em Roraima. A seleção ocorreu por meio do Edital CPOP 4/2026, da Rede Nacional de Cursinhos Populares, vinculada ao Ministério da Educação (MEC). O cursinho é desenvolvido por docentes e técnicos do próprio CAM, e reafirma o compromisso institucional com a democratização do ensino, assim como a redução das desigualdades educacionais.
Conforme a coordenadora do projeto, Eliana Souza, as aulas vão até 16 de dezembro, com carga horária de 20 horas semanais. Os encontros acontecem presencialmente de segunda a quinta-feira, das 19h às 21h30, e aos sábados, das 8h às 12h. A proposta pedagógica é direcionada à preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vestibulares. Dessa forma, alinhada às Diretrizes Curriculares Nacionais e à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Além da formação acadêmica, os estudantes selecionados receberão auxílio-permanência por sete meses no valor de R$ 200 mensais, condicionado à frequência e participação nas atividades. O público prioritário inclui jovens com renda familiar per capita de até um salário mínimo, além de estudantes negros, indígenas, quilombolas. Também inclui pessoas com deficiência, reforçando, portanto, o caráter inclusivo da iniciativa.
O Cursinho Popular Arikî Yamî também incorpora práticas pedagógicas voltadas à educação cidadã, com ênfase na valorização da diversidade, no combate ao racismo e ao capacitismo, e na promoção da equidade, em consonância com as legislações que tratam da história e cultura afro-brasileira e indígena.
De acordo com a coordenadora do projeto, a iniciativa nasce como um experimento social e pedagógico, com potencial para gerar impactos positivos duradouros na comunidade local. “O Arikî YamÎ nasce como experimento social e pedagógico, mas com a força de quem acredita que educação popular transforma realidades. Em breve, toda a comunidade colherá os frutos dessa semente“, afirmou.
A coordenadora falou sobre a escolha do nome do cursinho. Segundo ela, “Arikî Yamî” significa, na língua Macuxi, caminho da sabedoria. “Visto que somos um campus rodeado por comunidades indígenas, pensamos em um nome que pudesse referenciar as comunidades do entorno do campus, além de apresentar o CAM para a CPOP”, explicou.
Fonte: Da Redação
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