Denarium confirma ameaça feita por Jalser para acabar com força-tarefa que apura sequestro de jornalista

Roraima em Tempo revelou que Jalser é apontado como mandante dos crimes de sequestro e tortura

Denarium confirma ameaça feita por Jalser para acabar com força-tarefa que apura sequestro de jornalista
Denarium confirmou ter sido ameaçado em novembro do ano passado – Foto: Reprodução/Facebook/Jalser Renier

O governador Antonio Denarium (PP) confirmou em coletiva de imprensa que foi ameaçado pelo deputado Jalser Renier (SD) para acabar com força-tarefa que apura o sequestro do jornalista Romano dos Anjos.

O Roraima em Tempo revelou com exclusividade que Jalser Renier é apontado pela Polícia Civil como mandante dos crimes de sequestro e tortura contra o apresentador. Ele já negou envolvimento.

O documento revela que a motivação do crime foi “vingança ou represália” devido às críticas feitas pelo apresentador contra o parlamentar. 

Ameaça a Denarium

Nesta semana, o presidente da Assembleia Legislativa já havia adiantado a ameaça do parlamentar. Na tribuna, ele afirmou ter recebido Jalser no Palácio, já que era chefe da Casa Civil do governo.

A visita a Denarium ocorreu em novembro do ano passado, mesmo mês em que foi criada a força-tarefa para investigar o caso. Jalser nega a ameaça.

“Acompanhei de perto o uso da tribuna, onde houve acusações. Tivemos aquela situação exatamente da forma que foi relatada pelo presidente da Assembleia”, disse Denarium. Se chamado para depor, ele garantiu que vai.

O Roraima em Tempo também revelou que, além da ameaça de morte ao governador, as investigações indicam a interferência do delegado-geral da Polícia Civil, Herbert Amorim, e do adjunto, Eduardo Wayner.

De acordo com o inquérito, Herbert se encontrou com o secretário da Segurança Pública, coronel Edison Prola, e levou um “recado” de Jalser: “se essa investigação continuar, vai morrer gente”.

Em depoimento, Prola confirmou o encontro e a ameaça. Por outro lado, o delegado-geral não negou as informações, e disse que estava surpreso.

Prola se recusou a agir para prejudicar o inquérito. Logo depois, conforme o inquérito, o delegado-geral editou portarias e mexeu na estrutura da força-tarefa, prejudicando, assim, as investigações.

Sequestro

O sequestro ocorreu no dia 26 de outubro de 2020, quando Romano e a esposa, Nattacha Vasconcelos, jantavam em casa.

Os criminosos invadiram a residência armados, amarraram, amordaçaram e ameaçaram de morte o casal.

Depois, levaram o apresentador para uma região afastada da cidade, onde o torturaram e o abandonaram. Romano foi encontrado no dia seguinte.

Desde então, uma investigação apura os crimes. Na semana passada, a Operação Pulitzer prendeu sete suspeitos de participação no crime. O processo corre em segredo de justiça.

Por Redação

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