Foto: Reprodução
Um boletim de ocorrência registrado no 16 de junho deste ano e encaminhado ao Grupo Égia de Comunicação nesta segunda-feira, 22, relata que um ex-assessor do ex-governador de Roraima, Edilson Damião (União), foi alvo de ameaças, coação e precisou transferir bens após o desaparecimento de R$ 7,6 milhões atribuídos ao político.
Conforme o documento, o caso iniciou no dia 8 de março, quando a vítima constatou um arrombamento no imóvel onde o valor estava guardado. Na manhã do dia seguinte, ele avisou o então governador sobre o ocorrido, momento em que foi expulso e responsabilizado pela situação.
A partir de então, segundo o relato, o ex-assessor passou a ser alvo de intimidação, ameaça e coação. Já no dia 9 de março, ele teria sido abordado pelo segurança pessoal de Damião e pelo coronel Francisco Lisboa, à época secretário-chefe adjunto da Casa Militar.
Armado, o oficial teria dado um ultimato de 24 horas para que o dinheiro “aparecesse”. De acordo com a vítima, o militar ainda a teria ameaçado: “Dá teu jeito. Você apareceu com uma Hilux. Vende fazenda e dá seu jeito. O prazo é 24h”. Ele ainda teria afirmado: “Esses caras vieram de longe para te matar”.
Horas depois, no mesmo dia, o ex-assessor teria se deslocado até o escritório do ex-governador e ficado confinado em uma sala, contra a sua vontade, por cerca de 40 minutos. Ainda segundo o relato, o homem foi interrogado por cerca de oito policiais e pressionado a assumir o desaparecimento da quantia.
A vítima afirmou ainda que sua esposa também foi coagida. Além disso, o veículo do casal teria sido retirado de uma revendedora sem autorização, a mando de Damião, e devolvido apenas após assinatura de contratos e procurações.
Dias depois, um empreiteiro, supostamente agindo a mando de Edilson Damião, teria telefonado para o ex-assessor dizendo que o casal iria “conhecer o verdadeiro governador de Roraima” caso não assinassem documentos de transferência dos bens.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, no dia 13 de março, a esposa da vítima teria sido atraída para uma emboscada arquitetada pela irmã do então governador, Edina Damião, e liderada pela então secretária de Infraestrutura, Delchely Oliveira. A mulher teve o celular confiscado. Elas teriam mencionado a existência de um pen drive com informações financeiras e insinuado que outras pessoas poderiam atentar contra a vida da vítima.
Com medo, o casal afirma ter sido obrigado, no dia 16 de março, a ir até um cartório para assinar contratos e outorgar procurações envolvendo a transferência de três propriedades em favor de um homem apontado como “testa de ferro”.
Procurada, a Polícia Civil disse que houve o registro de Boletim de Ocorrência no 1º Distrito Policial, unidade responsável pela apuração, onde as diligências necessárias estão em andamento para o esclarecimento dos fatos. Em razão do sigilo das investigações, não serão fornecidas, neste momento, informações adicionais sobre o andamento do procedimento, eventuais medidas adotadas ou pessoas citadas no registro. A Polícia Civil disse ainda, que todas as denúncias formalmente registradas são analisadas e investigadas conforme os procedimentos legais cabíveis.
Fonte: Da Redação
Grupo dará assessoria ao presidente da Corte eleitoral
Conforme documento que a reportagem teve acesso, o recurso será usado na implementação das atividades…
São Paulo lidera número de operações, com mais de 30 mil procedimentos
Suspeito tem 43 anos. Ele também teria enviado uma mensagem com um convite para encontrar…
Desde promulgação, país tem outro olhar sobre violência contra mulher
Participantes devem levar chuteira para campo, caneleira e garrafinha de água. Avaliação acontece às 8h,…