Polícia

Jalser Renier, militares e ex-servidor da ALE-RR viram réus no caso Romano dos Anjos

O ex-deputado Jalser Renier, bem como os nove militares e o ex-servidor da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) viraram réus pelo sequestro e tortura do jornalista Romano dos Anjos.

O Ministério Público de Roraima (MPRR) informou nesta quinta-feira (09) que o juiz Cláudio Roberto de Araújo, recebeu a denúncia do contra os acusados na última quarta-feira (08).

Na decisão, o magistrado manda citar e intimar os acusados para responderem à acusação no prazo de 10 dias. 

O juiz também manteve a prisão preventiva dos suspeitos que agora passam a ser réus perante à justiça.

“Os fatos narrados na denúncia são de extrema gravidade concreta e denotam a necessidade da manutenção da segregação cautelar dos acusados. O fato de os acusados estarem segregados há cerca de 8 meses, por si só, não demonstra haver excesso de prazo na persecução penal, pois o requisito do lapso temporal da prisão preventiva deve ser analisado de uma forma ampla, acobertando todas as peculiaridades do caso concreto”, argumentou o magistrado em trecho da decisão.

Os agora réus respondem pela prática de sete crimes: Violação de domicílio qualificada, cárcere privado, roubo majorado, dano qualificado, constituição de milícia privada, tortura/castigo qualificada e sequestro qualificado.

Os denunciados no caso são:

  • O ex-deputado Jalser Renier;
  • Coronel Natanael Felipe de Oliveira Júnior;
  • Coronel Moisés Granjeiro de Carvalho;
  • Tenente-coronel Paulo Cezar de Lima Gomes;
  • Major Vilson Carlos Pereira Araújo;
  • Subtenente Clóvis Romero Magalhães Souza;
  • Subtenente Nadson José Carvalho Nunes;
  • Sargento Gregory Thomas Brashe Júnior;
  • Sargento Bruno Inforzato de Oliveira Gomes;
  • Soldado Thiago de Oliveira Cavalcante Teles
  • e o ex-servidor Luciano Benedicto Valério.

Presos e investigados no Caso Romano dos Anjos

O Ministério Público do Estado de Roraima atua no processo pela 1ª Promotoria de Justiça Criminal com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Processo Disciplinar

Em abril a Polícia Militar de Roraima (PMRR) instaurou o Conselho de Justificação para julgar a permanência de quatro dos nove policiais.

O Conselho teve o prazo de 30 dias para a conclusão dos trabalhos. Além disso, o processo é mantido em sigilo. A redação procurou a PMRR para saber o andamento e aguarda resposta.

Os policiais incluídos no Conselho são:
• Coronel Moisés Granjeiro de Carvalho;
• Coronel Natanael Felipe de Oliveira Júnior;
• Tenente Coronel Paulo Cezar de Lima Gomes;
• Major Vilson Carlos Pereira de Araújo.

Fonte: Da Redação

Rosi Martins

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