Foto: Divulgação
A Justiça de Roraima negou o habeas corpus feito pela defesa do policial militar suspeito de matar Débora dos Santos Bezerra, de 17 anos. O crime aconteceu em maio deste ano, em Rorainópolis, interior de Roraima.
A decisão do dia 13 de agosto e assinada pelo desembargador, Ricardo Oliveira relator do caso.
De acordo com o documento, a defesa argumentou que a decisão que decretou a sua prisão, não tinha fundamentações. No entanto, a Justiça negou e disse que existem provas suficientes para manter a decisão.
“Analisando os autos, verifica-se que a prisão preventiva do requerente foi decretada em razão da gravidade dos fatos relatados pela Autoridade Policial e pelo Ministério Público, informando que a sua liberdade colocava em risco a integridade física e psicológica de testemunhas. Além de a prisão preventiva necessária para garantia da ordem pública”, diz trecho do documento.
Além disso, Ricardo Oliveira disse que a defesa não apresentou novos argumentos que justifiquem o pedido.
“Por fim, em que pese todos os argumentos constantes do pedido, o requerente não trouxe aos autos nenhum outro elemento capaz de desconstituir os pressupostos que ensejaram a decretação da custódia cautelar.”
Débora dos Santos Bezerra foi achada no dia 4 de maio, às margens da vicinal 6, em Rorainópolis. A amiga da vítima contou à Polícia Civil que a jovem mantinha um relacionamento com o PM e que ele era casado. Conforme o relato, a adolescente recebeu uma mensagem do suspeito pedindo para que o encontrasse.
O vídeo de uma câmera de segurança mostra o momento em que o PM leva a adolescente para o local do crime e volta sozinho.
De acordo com o laudo da perícia feita no celular de Débora, o policial marcou um encontro com a vítima no dia do crime, 3 de maio. A Polícia Civil prendeu o suspeito no dia 10 de maio, em um sítio em Rorainópolis, região Sul do estado.
Em entrevista à Rádio 93 FM, a mãe da adolescente pediu justiça pela filha. Ela contou que, meses antes do crime, a jovem solicitou medida protetiva contra o suspeito do assassinato e também chegou a registrar um boletim de ocorrência contra a esposa dele, que a agrediu em uma conveniência.
O Roraima em Tempo teve acesso ao boletim de ocorrência registrado em fevereiro pela adolescente. No documento, a vítima relata ter sido agredida com socos pela esposa do policial e ameaçada pela suspeita, que teria dito “tu mexeu com a pessoa errada e tu vai morrer sem ninguém saber”.
Fonte: Da Redação
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