Fachada da Casa da Mulher Brasileira - Foto: Divulgação
Uma investigação da Polícia Civil de Roraima (PCRR), aponta que um primeiro-sargento do Exército é acusado de violência física e psicológica contra a mulher, de 33 anos, e a filha recém-nascida, enquanto eram casados. A PCRR abriu o inquérito policial na segunda-feira, 6, após a mulher denunciar o sargento.
Os casos ocorreram ao longo de dez anos durante o matrimônio do casal nas cidades de Boa Vista, Manaus e Rio de Janeiro. Em uma ocasião, o homem também teria agredido a sogra.
Conforme informações, a violência começou ainda no início do relacionamento, quando a mulher descobriu uma possível traição que o marido mantinha contato e trocava fotos íntimas com uma ex-namorada. Durante os episódios, o militar empurrava a mulher, torcia os braços dela e simulava enforcamentos.
Outra situação envolveu a filha do casal, ainda no Rio de Janeiro, quando se irritou com o choro da filha recém-nascida, de apenas sete dias de vida, e a jogou na cama e apertou o pescoço dela.
Ainda de acordo com as investigações, o sargento também teria agredido a sogra após ela tentar ensinar o militar a trocar a fralda da neta. O acusado chegou a apertar o pulso da sogra e a empurrar. Mas a esposa conseguiu interferir e proteger a própria mãe.
O sargento também é acusado de violência psicológica contra a mulher. Ele disparava palavras de ofensa e injúria contra a esposa ao afirmar que ela “não prestava nem para gerar um filho”. Também chegou a chamá-la de “muito burra” porque não passou no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Em 2025, o casal residia em Manaus, contudo o sargento teria ido para uma missão em Pacaraima. Nesse época, ele teria cortado as despesas da família o que comprometeu o sustento da filha, a criança ficou sem leite e fraldas.
O militar é investigado pelos crimes de ameaça, injúria, violência psicológica, agressão, lesão corporal e abandono material. Todos no contexto de violência doméstica contra a mulher.
De acordo com Polícia Civil, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) instaurou inquérito policial para apurar supostos crimes praticados contra a ex-companheira do investigado e encontrando-se ainda em fase de investigação.
A PCRR esclarece, ainda, que eventuais fatos envolvendo outras possíveis vítimas ou a apuração de crimes de natureza diversa não integram o inquérito presidido pela Deam, sendo, quando cabível, objeto de apuração pela unidade policial competente.
Por fim, afirmou que o procedimento tramita sob sigilo visando preservar a imagem dos envolvidos e a eficácia das investigações.
Fonte: Da Redação
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