Superior Tribunal de Justiça, em Brasília - Foto: Sérgio Lima/Poder360
O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) negou pela 5ª vez o pedido de habeas corpus ao policial militar Nadson José Carvalho Nunes, preso por suspeita de participar do sequestro e tortura do jornalista Romano dos Anjos. O ministro Jesuíno Rissato assinou a decisão no último dia 10.
O subtenente entrou com o pedido no dia 8 de fevereiro, após quatro negativas da Justiça. Ele alegou que a prisão, bem como a demora para a formação de culpa o causam constrangimento. Por outro lado, o militar também justifica que a defesa não tem acesso aos autos do inquérito.
Conforme mostram as investigações, ele fez parte de uma organização criminosa chefiada pelo deputado Jalser Renier (SD).
No dia 23 de outubro, o Ministério Público de Roraima (MP) denunciou Nadson por oito crimes. São eles:
Conforme destaca o documento, é de responsabilidade do Tribunal de Justiça de Roraima (TJ-RR) julgar o habeas corpus, uma vez que é o órgão superior à Vara ou juiz que determinou a prisão do militar
O ministro ressaltou ainda que somente após o TJ negar o pedido é que o Supremo poderá julgar. Ele também não identificou nada nos autos que comprove se já houve decisão desfavorável do TJ de Roraima em relação ao caso.
É que, em dezembro do ano passado, Nadson entrou com pedido de relaxamento de prisão no Tribunal de Justiça de Roraima.
Esta já é a 5ª tentativa do policial de conseguir um habeas corpus no STJ. Na última, os ministros se reuniram e decidiram mais uma vez em não atender ao pedido.
No dia 26 de outubro do ano passado, criminosos invadiram a casa do jornalista Romano dos Anjos, enquanto ele jantava com sua esposa, Nattacha Vasconcelos. Ambos foram amarrados e ameaçados de morte.
Os invasores retiraram o Romano de casa e o torturaram. O apresentador sofreu múltiplas fraturas. Logo depois, ele foi abandonado no Bom Intento, zona Rural de Boa Vista. Além disso, ainda atearam fogo em seu carro.
Após a prisão de Nadson, em 16 de setembro do ano passado, Romano declarou em uma entrevista que ele e o militar eram amigos há 23 anos. O jornalista contou que eles haviam estudado juntos no ensino médio e mantiveram contato desde então.
“Cheguei aqui em 1998, terminei o ensino médio e essa pessoa estudou comigo, se dizia meu melhor amigo na escola. Nunca perdemos contato. Ele conheceu minha casa, eu conheço a mãe dele. Ele me ligava para ir para a casa dele”, relembrou.
Fonte: Da Redação
Polícias atuarão em todo o Estado em planejamento especial com foco na segurança de eleitores,…
Grupo conquistou o título na categoria Diamante, criada em 2026, que buscou ampliar oportunidades e…
Há cargos para candidatos com ou sem experiência registrada na carteira, além de vagas exclusivas…
Homem de 44 anos agrediu a vítima durante uma discussão e foi condenado a um…
Apesar dos números elevados, muitas vítimas ainda deixam de denunciar por medo de represálias ou…
Lei prevê cadastro sobre superdotação em todo o país