Polícia

PF segue com investigações em comunidade Yanomami em que liderança indígena denunciou estupro de uma adolescente até a morte

A Polícia Federal (PF) segue com as investigações na comunidade Yanomami Arakaça, região dos Waikas em Roraima, onde uma adolescentes indígena de 12 anos, foi morta e estuprada por garimpeiros conforme denúncia feita pelo presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kwana (Condisi-YY), Júnior Hekurari Yanomami.

De acordo com a PF, com o apoio do Ministério Público Federal (MPF), Funai, Exército, Força Aérea e Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) a equipe foi até o local na quarta-feira (27) apurar as denúncias.

Ainda conforme a PF, após diligências no local, a equipe não encontrou indícios de crime de homicídio, estupro ou óbito por afogamento. No entanto, seguem apurando para mais esclarecimentos quanto ao caso.

Entenda

Júnior Hekurari, relatou em vídeo na última segunda-feira (25), que a menina e a mãe foram alvos de uma tentativa de sequestro. A mulher conseguiu se salvar, mas uma criança ainda caiu do barco no Rio Uraricoera e os Yanomami até então não tinham notícias sobre ela.

Junior ainda disse que a adolescente era sobrinha da mulher que estava com a criança. Após ser arremessada do barco, a mãe conseguiu nadar e se salvar.

Além do vídeo, o caso também foi informado pelo Condisi-YY em ofício ao Distrito de Saúde Indígena, à Secretaria Especial de Saúde Indígena, à Funai, à Polícia Federal e ao procurador da República, Alisson Marugal.

O presidente do Condisi-YY criticou a omissão do Governo Federal diante da invasão garimpeira na região. Para Júnior, a situação representa a extinção do povo Yanomami.

“A Polícia Federal já está sabendo, o Exército já está sabendo. Nós já fizemos de tudo, denunciamos, fizemos relatório com o clamor das comunidades e o Governo tem sido muito negligente com os Yanomami. Eles são omissos e irresponsáveis e até agora não fizeram absolutamente nada para proteger a população.  Os Yanomami estão sendo extintos pelos garimpeiros. Os invasores entram nas comunidades, ameaçam, estupram as mulheres e matam as crianças. É lamentável!” disse.

Fonte: Da Redação

Polyana Girardi

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