Polícia

Suspeitas de fraudes em concursos coloca em cheque a credibilidade da Uerr

A Polícia Federal investiga suspeitas de fraude em concursos realizados pela Universidade Estadual de Roraima (Uerr), em que o ex-reitor, Régys Freitas teria interferido para a aprovação de sua esposa e de um amigo.

As suspeitas, apesar de ainda estarem em investigação, comprometem a credibilidade da Universidade e coloca em cheque a lisura dos certames realizados pela instituição.

Por conta disso, José Neto, um dos professores de cursinhos preparatórios mais conhecidos de Roraima, fez questionamentos nas redes sociais.

“Muito embora as investigações não tenham, sido concluídas, esse tipo de suspeita coloca em risco toda a credibilidade da instituição para promover concursos aqui dentro do estado de Roraima. E é aí que reside o perigo, pois a Uerr foi selecionada para realizar dois grandes concursos aqui no estado: o concurso do Bombeiro e o concurso de oficial da PMRR, que é um concurso com alto padrão de remuneração e que está sendo aguardado há muitos meses por milhares de pessoas aqui no estado de Roraima.”

Desse modo, o professor questionou a credibilidade da banca da Uerr para realizar concursos tão grandes e importantes como os citados anteriormente.

“A pergunta que não quer calar é: como uma banca dessa, investigada pela Policia Federal, com seu nome envolvido em tantas maracutaias, pode assumir a frente de dois grandes concursos como esses?”

Chamou a atenção das autoridades

Em suma, o professor chamou a atenção das autoridades que devem buscar soluções para situações como essa.

“Eu espero que os deputados estaduais tenham acesso a esse vídeo e, principalmente o governador, para que eles tomem medidas no sentido de revogar, de anular o contrato que foi feito com a Uerr e promover a contratação de bancas sérias, bancas com alta credibilidade para realizar concursos que prometem ser muito grandes. Esses concursos não podem ter qualquer tipo de suspeita em cima deles. Então vamos contar com o Governo, vamos contar com os deputados estaduais e, principalmente, vamos contar com a mobilização pública.”

José Neto então pediu que os ‘concurseiros’ (pessoas que estudam para concursos) encaminhem o vídeo com suas indagações para os deputados estaduais, assim como pediu para que que marquem incluindo o presidente da Assembleia Legislativa, assim como para que eles tenham ciência da preocupação da população diante do assunto.

Citados

A reportagem entrou em contato com o Governo de Roraima, assim como com a Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR). Até o momento da publicação desta matéria não recebeu respostas.

Meritum

A Polícia Federal deflagrou na terça-feira, 14, uma operação que apura esquema de fraude e corrupção em processos seletivos da Universidade Estadual de Roraima (Uerr). São alvos o ex-reitor, Regys Freitas, sua esposa e servidores da instituição. Os agentes cumpriram 9 mandados de busca e apreensão.

As investigações apontam indícios de manipulação de resultados em vestibulares e concursos públicos, com favorecimento indevido de candidatos por meio de acesso privilegiado às provas com direcionamento de vagas.

A Justiça autorizou quebra de sigilo telemático e determinou o afastamento de servidores de suas funções da Uerr. Também foi determinada a instauração de sindicância administrativa para apuração de irregularidades funcionais.

As investigações apontam que o ex-reitor, Regys Freitas interferiu no resultado do concurso para o cargo de analista técnico jurídico que ocorreu entre 2022 e 2023 para beneficiar a esposa e um amigo pessoal que trabalhava como comissionado em cargo de diretor na Universidade.

De acordo com as apurações, o concurso tinha quatro vagas e, ao todo, houve 222 inscrições. Mas penas duas pessoas aprovaram.

“Continua no comando”

Em 2023, Regys saiu da reitoria da Uerr. Seria uma forma de distanciá-lo das investigações envolvendo fraudes e desvios na instituição de ensino (Operação Harpia e Operação Cisne Negro).

No entanto, o governador Antonio Denarium o nomeou como controlador-geral do Estado. Justamente o órgão de controle do Governo. 20 dias depois, nomeou também o amigo de Régys como comissionado na Controladoria do Estado.

“A partir de fatos noticiados por informante, a autoridade policial apurou que, “Regys nunca deixou de ‘comandar’ a UERR, e que continua sendo o ‘Reitor’ e usufruindo/desviando dinheiro de lá. Para tanto, teria ‘colocado’ sua esposa no Controle Interno”, diz trecho das investigações.

O setor de Controle Interno da Uerr estava entre os nove alvos da Operação Meritum da PF na última terça-feira, 14.

Fonte: Da Redação

Rosi Martins

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