Operação policial - Foto: Reprodução
As polícias civis do Amazonas, de Roraima, de Minas Gerais e da Paraíba prenderam, nesta quinta-feira (2), quatro homens suspeitos de promoção de rinhas de galo em Manaus e em outras cidades pelo país.
“Esses infratores organizavam rinhas de galo com o intuito de angariar vultosas quantidades de dinheiro para depois levarem esse capital”, afirmou o delegado-geral Bruno Fraga, em entrevista coletiva nesta quinta.
Os presos foram identificados como:
Dionedio atuava como árbitro de rinhas, enquanto Pisca, dono de “diversos galos”, financiava eventos “no Brasil inteiro”. Este é sócio de Miller Kalil e Jeberson em empreitadas, afirmou a delegada Juliana Viga.
O grupo, conforme a polícia, organizava apostas online e vendia rifas valendo galos, e divulgava as rinhas abertamente pelas redes sociais. Além disso, os quatro já vinham sendo investigados por ameaças de morte sofridas pela deputada estadual do Amazonas Joana Darc (União).
Joana Darc é presidente da Comissão de Proteção aos Animais da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). O grupo vai responder na Justiça por ameaça, injúria, calúnia, bem como perseguição e violência psicológica contra a mulher devido às ameaças.
A comissão presidida pela deputada Joana Darc é fiel depositária de mais de 80 galos vivos resgatados em uma operação contra rinheiros deflagrada anteriormente no Amazonas, em janeiro deste ano.
Confira:
“Essas pessoas envolvidas em rinhas de galo são pessoas que acham que as coisas não vão dar em nada. E, pela primeira vez, e de forma exemplar, conseguimos ir na contramão de tudo isso”, celebrou a deputada em stories em seu perfil no Instagram.
De acordo com a delegada Juliana Viga, que atua na Dema, a delegacia especializada em crimes ambientais no Amazonas, o grupo “chegou a criar um grupo em um aplicativo de mensagens para promover o resgate do galo mais valioso, o ‘Rampage’”.
Dionedio foi preso em Manaus, Jeberson, em Boa Vista, Miller Kalil, em Governador Valadares (MG), e Petrus, em João Pessoa. “Eles passarão por audiência de custódia e ficarão à disposição do Poder Judiciário”, afirmou a Polícia Civil do Amazonas em nota.
Conforme a polícia amazonense, os quatro responderão por maus-tratos a animais com resultado morte, associação criminosa, exploração de jogos de azar, incitação e apologia ao crime ameaça, injúria, calúnia, perseguição e violência psicológica contra a mulher.
Fonte: CNN
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