Jalser Renier - Foto: Divulgação/ALE-RR
O Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) analisa nesta terça-feira, 24, o pedido de habeas corpus para que o caso Romano dos Anjos seja julgado pelo Pleno. A medida foi solicitada pela defesa do ex-deputado Jalser Renier, que é acusado de ser o mandante do crime, que aconteceu em outubro de 2020.
O julgamento está marcado para as 9h. A sessão pode ocorrer de forma presencial ou por videoconferência. Ele foi incluído na pauta pela juíza Graciete Sotto Mayor, que assumiu a relatoria do habeas corpus após o pedido de aposentadoria do desembargador Ricardo Oliveira.
A defesa de Renier entrou com o pedido em janeiro. O processo foi iniciado em segunda instância, mas após Jalser perder o mandato, passou a tramitar em primeira. Agora, o ex-parlamentar quer que o processo volte para a instância superior.
Caso a Justiça aceite o habeas corpus, todos os acusados de sequestrar e torturar o jornalista Romano dos Anjos serão julgados pelo Pleno do Tribunal, isto é, por desembargadores, de forma colegiada.
No dia 26 de outubro de 2020, Romano dos Anjos jantava com a esposa, Nattacha Vasconcelos, quando três bandidos armados e encapuzados invadiram a residência do casal e, assim, sequestraram o jornalista. Ele foi torturado e, em seguida, deixado em uma área rural de Boa Vista, com pés e mãos amarrados. Quase quatro anos depois, o crime segue sem desfecho na Justiça.
Romano foi encontrado com o braço quebrado e as pernas lesionadas, próximo a uma árvore na região do Bom Intento. Após quase um ano de investigações, o Ministério Público de Roraima deflagrou a primeira etapa da Operação Pulitzer no dia 16 de setembro de 2021. Na ocasião, seis PMs, assim como um ex-servidor da Assembleia Legislativa foram presos.
Menos de um mês depois, Jalser Renier foi preso na segunda fase da Operação Pulitzer, suspeito de ser o mandante do sequestro. À época, ele era deputado estadual. No mesmo dia, outros três policiais também foram presos.
Renier ficou preso por cinco dias. Com justificativa de imunidade parlamentar, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) então concedeu liberdade a Jalser com uso de tornozeleira eletrônica. Ele está solto desde então.
No dia 26 de outubro de 2021, o Ministério Público denunciou Jalser Renier por oito crimes no caso Romano dos Anjos. E em setembro de 2022, ele teve o mandato cassado na Assembleia Legislativa após 27 anos ininterruptos como deputado em Roraima.
Da mesma forma, outros réus acusados de envolvimento no sequestro do jornalista também foram soltos pela Justiça com medidas cautelares, no dia 11 de outubro de 2022, um dia após Romano dos Anjos voltar a apresentar na TV Imperial.
Fonte: Da Redação
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