Denarium nomeou Flamarion para Casa Civil em fevereiro deste ano - Foto: Divulgação/Governo de Roraima
O atual secretário da Casa Civil do Governo de Roraima, Flamarion Portela, responde por processos judiciais que o acusam de improbidade administrativa.
Portanto, mesmo Flamarion tendo ficha suja na Justiça, o governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), o mantém no primeiro escalão do governo. Na Pasta, ele articula ações do governo e mantém relações com os outros Poderes.
Anteriormente, a vaga pertencia ao deputado Soldado Sampaio (PC do B). Atualmente, ele é presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (Ale-RR).
De acordo com Denarium, a escolha de Portela para assumir o cargo foi feita com base na experiência política.
O primeiro apontamento de corrupção do Flamarion é de 1998, quando foi acusado de envolvimento no “escândalo dos gafanhotos”. Esquema de corrupção que desviou mais de R$ 230 milhões dos cofres públicos entre 1998 e 2002.
Posteriormente, Flamarion governou o estado de 2002 à 2004. Na época, teve o mandato cassado por compra de votos com uso de programas sociais do estado. Ottomar Pinto assumiu o governo após o ocorrido.
Todavia, em 2010, Flamarion venceu a eleição e foi eleito deputado estadual. No entanto, teve a candidatura cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela Lei da Ficha Limpa.
Contudo, Flamarion não é o primeiro secretário com investigação na Justiça. O atual secretário da Justiça e Cidadania, André Fernandes, é réu por improbidade administrativa. Em julho deste ano, ele usou presos do regime fechado para fazer uma obra em sua casa.
Além disso, a atual secretária da Representação em Brasília, Gerlane Baccarin, é suspeita de receber por duas funções comissionadas em 2020, o que é proibido. A adjunta da mesma Pasta aparece em denúncia de esquema de corrupção.
O secretário de Segurança Pública, Edson Prola, envolveu-se no caso em que o governo pagou pela vinda de um MC do Rio de Janeiro para a festa de aniversário de uma deputada, que era primeira-dama na época. Na ocasião, o militar teve que devolver dinheiro.
Há ainda o caso de Airton Cascavel, ex-secretário da Saúde, que também responde por crime eleitoral. De acordo com denúncia à Justiça, ele comprou votos para beneficiar Denarium nas eleições de 2018.
Fonte: Da Redação
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