Política

Comissão que vai analisar 7º pedido de impeachment do governador na ALE-RR tem três membros definidos

A comissão que vai analisar o sétimo pedido de impeachment do governador Antonio Denarium (PP) tem três membros definidos. A definição ocorreu nesta terça-feira (27), durante sessão na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR).

“Ao receber o pedido de impeachment do governador [em 19 de junho], abri prazo para que os partidos que compõem o Poder Legislativo indicassem seus representantes. Após darmos ciência aos líderes dos partidos, houve certa divergência. Algumas siglas tiveram dificuldade em identificar sua liderança e nós acabamos recebendo o nome de mais de um parlamentar”, explicou o presidente da ALE-RR, Solda Sampaio (Republicanos).

O presidente da Casa então precisou se manifestar após haver conflitos em três bancadas dos dez partidos na Casa: o PL, com indicação de interesse em participar por parte dos deputados Armando Neto e Lucas Souza. Teve ainda o União Brasil, com manifestação de Catarina Guerra, bem como de Jorge Everton. E, por fim o MDB, com os nomes de Idazio da Perfil e Dr. Meton.

Devido às divergências, Sampaio encaminhou a documentação com as indicações para análise da Procuradoria Jurídica da ALE-RR.

Após manifestação da Procuradoria Jurídica e baseada no Regimento Interno do Parlamento, ficou definido que a comissão especial ficará composta por dez membros. Assim terá um representante de cada uma das agremiações que compõem o Legislativo. Além disso, ainda com base no regimento, a presidência definiu que os deputados Armando Neto, Jorge Everton e Idazio da Perfil vão integrar a comissão especial.

“Determino a imediata publicação no Diário Oficial da Casa e dou ciência a todos os deputados do teor da decisão, dando o prazo de 24h para quem deseja se manifestar sobre a decisão”, determinou Sampaio.

Acusações

No dia 19 de junho, Rudson Leite (PV), Fábio Almeida e Juracy “Escurinho” foram até a sede do Poder Legislativo protocolar a denúncia contra o governador. O caso pode pode resultar na sua cassação. Entre as acusações, estão irregularidades na administração pública, desvios de recursos, nepotismo, uso de programas sociais para fins eleitorais e abuso de poder econômico.

A Comissão Especial será composta por dez membros e constituída após a resolução de conflitos nas indicações dos nomes por parte dos partidos. Instalada a comissão, serão eleitos presidente e relator e aberto o prazo de dez sessões para o governador apresentar sua defesa.

Fonte: Da Redação

Rosi Martins

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