Política

Demora em julgamento de governadores expõe credibilidade do TSE

Julgamento – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem nas mãos dois processos de grande relevância para a política nacional: o recurso do governador de Roraima, Antonio Denarium e do caso do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

No caso do Rio de Janeiro, o TSE marcou a retomada do julgamento para o dia 10 de março. O recurso contra a decisão do TRE-RJ ficou parado na Corte superior por maias de um ano. Agora, segundo jornais de circulação nacional, o governador Cláudio Castro, que já tinha planos de renunciar em abril para concorrer ao Senado, deve antecipar sua saída em algumas semanas para evitar a cassação. Se isso acontecer, será uma grande desmoralização para o TSE, que teve tempo suficiente para concluir o julgamento.

Roraima

O caso de Roraima em si já é uma desmoralização. O processo também ficou um ano parado no TSE. Ao ser retomado, a relatora Isabel Galloti leu o seu extenso relatório e votou para manter a cassação do governador e do vice Edilson Damião. Em seguida, o ministro André Mendonça pediu vista e depois solicitou mais 30 das de prazo.

Neste período de 60 dias, a imprensa nacional divulgou um contrato do Governo de Roraima com o Instituto Iter, fundado por André Mendonça. Foi um escândalo repercutido nos principais veículos do Brasil. Na retomada do julgamento, ele votou para manter a cassação, mas tentou enfraquecer o voto da relatora discordando de alguns pontos.

Após o voto de Mendonça, o ministro Kassio Nunes Marques também pediu vista. O ministro está com o processo em mãos desde 11 de novembro do ano passado. Já são cinco meses de processo parado por pedidos de vista. Agora, segundo informações, há a possibilidade sim de um terceiro pedido de vista. O que pode colocar ainda mais em cheque a credibilidade do Tribunal.

Especulações sobre pedidos de vista no julgamento

O certo é que as especulações sobre pedidos de vista foram todas confirmadas. Inicialmente, especulou-se que o ministro Kássio Nunes Marques pediria vista. Mas, após divulgação de matérias na imprensa, quem pediu vista foi André Mendonça.

Contudo, na terceira retomada do julgamento, Kassio Nunes Marques pediu vista. E acabou dando um mês a mais de vantagem para Denarium, devido ao recesso do judiciário que suspendeu os prazos processuais por 30 dias. Assim, o ministro, que tinha 30 dias para devolver o processo, podendo solicitar mais 30, acabou ficando 60 dias com o processo parado.

Da Redação

Rosi Martins

Recent Posts

Homem é preso por estuprar a enteada quando tinha 12 anos de idade

Ele foi condenado a cumprir pena de 16 anos e quatro meses de reclusão em…

3 horas ago

Hospital da Criança promove integração de novos servidores efetivos

Ao todo, 270 novos profissionais passam a atuar na unidade

5 horas ago

Justiça Itinerante leva serviços jurídicos gratuitos para comunidades ao Sul de Roraima

Atendimentos seguem até 29 de maio com serviços como divórcio consensual, pensão alimentícia, reconhecimento de…

6 horas ago

Operação prende médico por envolvimento com organização criminosa ligada ao tráfico de drogas

Ação coordenada por Goiás desarticulou grupo interestadual envolvido com tráfico, armas e lavagem de dinheiro

7 horas ago

Itamaraty lança guia para brasileiros que vão à Copa do Mundo

Publicação reúne orientações sobre viagem e assistência consular

7 horas ago

Lei estabelece limite de 30 dias para INSS pagar salário-maternidade

Benefício garante renda por 120 dias a seguradas em casos de parto ou adoção

8 horas ago