Política

Denarium reclamou das apreensões de madeira realizadas pela PF do Amazonas em reunião com Bolsonaro

Em reunião dos governadores da Amazônia Legal com o então presidente Jair Bolsonaro, Antonio Denarium (PP) reclamou das apreensões de madeira realizadas pela Polícia Federal (PF) no Amazonas.

O delegado da PF Alexandre Saraiva divulgou vídeo no Twitter que mostra o governador de Roraima dizendo que a corporação estava “prendendo” todas as cargas de origem legal ou não, no porto de Manaus.

“A Polícia Federal, senhor presidente, lá no estado do Amazonas, no porto, eles estão prendendo todas as cargas de madeira, independente se essa carga tem origem legal ou ilegal. Com isso, no nosso estado, que nós chegamos ser a madeira, a principal fonte de exportação do nosso estado, hoje ela está se acabando”, disse.

Ainda na rede social, Saraiva relacionou a fala de Denarium com informação de que o governador seria sócio de desmatador da Terra Yanomami em frigorífico.

Multas por crimes ambientais

Conforme divulgado pela Info Amazônia, sócios do Frigo10, incluindo o próprio Denarium, acumulam R$ 20 milhões em multas por crimes ambientais na floresta amazônica. O governador de Roraima por exemplo, recebeu uma multa de R$ 135 mil em 2018, pelo desmatamento de 26,6 hectares de floresta amazônica sem autorização. Isso ocorreu no município de Iracema onde possui fazendas. 

Um deles, Ermilo Paludo, criou gado ilegal na Terra Yanomami por mais de 20 anos. Em 2022, o governador de Roraima concedeu ao parceiro de negócios uma área de floresta pública para criação de boi. 

“Inaugurado em 2017 como o primeiro frigorífico privado de Roraima. Antes, a pecuária de Roraima era atendida pelo Matadouro e Frigorífico Industrial de Roraima (Mafir), a estrutura do Frigo10 tem capacidade para abater até o dobro da atual demanda do estado. A construção do frigorífico foi bancada por um grupo de 10 empresários do agronegócio, incluindo Denarium, que presidiu a companhia até 2018, quando foi eleito governador, e permanecendo como sócio na empresa depois disso”, explicou a Info Amazônia.

Entre os sócios infratores está Ermilo Paludo, que por mais de duas décadas manteve fazendas de gado dentro da TI Yanomami e acumula R$ 3,7 milhões em multas e embargos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Em dezembro do ano passado, ele recebeu uma doação do Governo de Roraima de uma área de 2,3 mil hectares em faixa de fronteira.

No total, os sócios do Frigo10 autuados pelo Ibama, juntos, afetou a preservação de 4,5 mil hectares de floresta amazônica em diversas regiões de Roraima.

Fonte: Da Redação com informações da Info Amazônia Brasil

Lara Muniz

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