Política

“Fui tratado como serviçal”, diz Sampaio sobre tratativas com governador para eleições municipais

O presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) Soldado Sampaio (Republicanos) usou a tribuna para explicar o rompimento como governador Antonio Denarium (Progressistas).

O deputado afirmou que nos últimos dois anos, o relacionamento com o chefe do Executivo não continuou com antes das eleições de 2022.

Um exemplo disso foram as tratativas para as eleições municipais deste ano em que Sampaio havia se declarado pré-candidato a prefeito de boa Vista. Conforme ele, o governador decidiu que a candidata do grupo seria a Catarina Guerra e nem sequer lhe comunicou.

“Todos sabem como foi que se deu esse processo. Eu fui tratado lá como se eu fosse um serviçal do governador. E não foi a Catarina que disse isso, foi o Governo. E aliás, foi até um marketeiro ligado ao Governo quem me deu essa comunicação”.

Outro ponto que Sampaio destacou é que os deputados eram pressionados a fazer fotos e vídeos para falar bem do Governo.

“O governador está desrespeitando essa casa quando recebe um deputado que vai lá pleitear a sua emenda, a liberação que é constitucional, é prevista, é legal e quer forçar o deputado a fazer um vídeo falando nem de sua emenda, mas do Governo. Parece que existe um narcisismo fora do comum por parte do governador”.

Governador mudou tratamento com o Legislativo depois da reeleição

O parlamentar afirmou que depois da reeleição, o governador mudou a forma de lidar com o Poder Legislativo e passou a centralizar as decisões.

“Começou a ter uma centralização… uma autodeterminação achando que conhece tudo. E achando que a administração pública simplesmente é uma empresa que se administra de acordo com a vocação do dono”.

“Esse isolamento do governador Antonio Denarium, vem ocorrendo, no meu ponto de vista, há muito tempo. Inclusive com esta casa. Essa casa era provocada apendas naquilo que necessitava e interessava ao Governo. E as vezes a gente imaginava e a sensação que nós tínhamos é que o governador queria uma lei delegada, meter um cadeado na porta da Assembleia e fechar e entregar tudo na mão dele”, complementou.

Além disso, ele citou que identificou um certo desespero nas eleições em que, segundo ele, valia tudo para vencer o pleito.

“Me preocupou depois que passamos para uma reeleição. Vi um desespero no processo em que valia fazer tudo e a qualquer custo para ganhar as eleições. E isso causou muito problemas ao nosso Estado. Diga a Justiça Eleitoral”.

Fonte: Da Redação

Rosi Martins

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