Secretaria de Agricultura Estadual - Foto: Josué Ferreira/Arquivo Roraima em Tempo
O Governo de Roraima seguiu com o processo de licitação de compra de máquinas agrícolas na Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O aviso da ata de registro de preços foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) no último dia 18 de janeiro.
Conforme a publicação, a contratação dos produtos devem custar R$ 102.034.720,00 aos cofres públicos. No total, o governo vai adquirir 12 itens, entre tratores e arados, entre outros equipamentos.
Anteriormente, em dezembro do ano passado, o Ministério Público de Roraima (MP) notificou o governo à respeito de possíveis irregularidades no processo de licitação.
Isto porque o órgão identificou inserção de “cláusula restritiva”, no processo. Ou seja, adicionou regras que não estão previstas na lei da licitação.
É que a compra exigiu fabricação nacional dos equipamentos sem justificativa. Como resultado, o MP recomendou a anulação do processo desde a publicação do edital.
Contudo, o Executivo seguiu com o processo e contratou produtos de seis empresas. Os valores para cada contemplada variam de R$ 50,920 milhões a R$ 960 mil.
Conforme o governo, as máquinas são para ampliar a estrutura de trabalho dos pequenos produtores e de indígenas em Roraima.
No dia 13 de janeiro, a empresa Agrosol Soluções Agrícolas ingressou na Justiça com pedido de mandado de segurança contra o secretário de Agricultura Aluizio Nascimento e o pregoeiro da secretaria, Paulo Sérgio da Silva Maia.
A firma alega que, entre os 12 itens a serem licitados, apenas para os tratores e para as grades aradoras o governo exigiu fabricação nacional. Afirma ainda que, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), a exigência é ilegal.
Conforme o documento, obtido com exclusividade pelo Roraima em Tempo, a Agrosol afirma que a exigência de fabricação nacional direcionou a licitação e beneficiou a empresa vencedora do certame.
“…em desobediência às normas legais – terminou por direcionar e ilegalmente beneficiar a referida empresa em detrimento às demais concorrentes do certâmen, entre elas a própria impetrante”, diz trecho da ação.
O juiz Aluizio Vieira negou a liminar na última sexta-feira (28). O magistrado alegou que a exigência de fabricação nacional “aparentemente, fundamenta-se nas condições de manutenção e assistência técnica dos respectivos itens”.
Até o fechamento desta matéria, a Agrosol ainda não havia recorrido da decisão.
Procurado, o Governo do Estado não se pronunciou sobre o caso. A redação também entrou em contato com o MP e aguarda resposta.
Fonte: Samantha Rufino
Gestão divulga dicas para os usuários recuperarem a conta na plataforma e para prevenção contra…
Obra tem mais de 800 metros de extensão e representa um importante investimento em urbanismo e infraestrutura
Em seu primeiro dia como governador, Soldado Sampaio nomeia mulheres no comando da PM, Secretaria…
Genitora afirmou que criança caiu da rede mas laudo médico constatou marcas de agressão física,…
Edinaiana Francini da Silva Souza, 37 anos, é apontada como principal responsável pelo ponto de…
Condenação ocorre 26 anos depois do crime; réu passou 19 anos foragido