Política

Julgamento de Denarium é retirado de pauta pelo TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retirou de pauta o julgamento do recurso do governador Antonio Denarium (Progressistas) que ocorreria na noite desta terça-feira (20).

A primeira sessão de julgamento aconteceu no último dia 13, mas a presidente do TSE, ministra Carmem Lúcia, suspendeu o julgamento. Ela então determinou a leitura do relatório e a sustentação oral da defesa e acusação.

Logo depois o TSE marcou a retomada do julgamento para hoje, a partir das 19h. Entretanto, por volta das 8h40, no horário de Brasília, o processo foi retirado de pauta. O Tribunal ainda não marcou data para uma nova retomada do julgamento.

Sessão

Na sessão desta terça-feira, a previsão era de que o julgamento iniciasse pelo parecer da Procuradoria Geral Eleitoral (PGE). Em seguida, a presidente Carmem Lúcia começaria a colher os votos dos ministros.

O julgamento no TRE-RR

O julgamento da cassação de Antonio Denarium durou mais de cinco horas no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR). A relatora do processo foi a desembargadora Tânia Vasconcelos, que votou pela cassação.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) apurou o uso de dois programas sociais criados pelo Governo do Estado de forma ilegal em 2022, além do envio de R$ 70 milhões somente para as prefeituras do interior em que os prefeitos apoiavam a reeleição do governador. Além disso, a Corte julgou ainda o uso de verba pública com publicidade em ano eleitoral.

Valores

Roraima em Tempo fez um levantamento dos valores investigados no processo de cassação. Os recursos públicos empregados em programas eleitoreiros somam R$ 210 milhões. Somente no programa Cesta da Família, foram R$ 60 milhões em créditos por meio de cartão e mais R$ 50 milhões em cestas básicas. Além disso, teve ainda os R$ 70 milhões enviados às prefeituras onde os prefeitos trabalharam pela reeleição de Denarium.

O Morar Melhor também entrou nas contas e apenas nos três primeiros meses de 2022, Denarium usou R$6 milhões no programa ilegal em ano eleitoral. E, conforme reportagem com dados fornecidos pelo próprio Governo, naquele momento já havia mais de 5 mil famílias cadastradas. Isso significa um investimento de R$ 30 milhões. 

Fonte: Da Redação

Rosi Martins

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