Política

Justiça concede liberdade a presidente da Câmara Municipal de Boa Vista

A desembargadora Tânia Vasconcelos concedeu o pedido de habeas corpus do presidente da Câmara Municipal de Boa Vista, Genilson Costa (Republicanos). A decisão é desta sexta-feira, 20.

Ele está preso na Penitenciária Agrícola do Monte Cristo (Pamc) após ser alvo da Operação Martellus, da Polícia Federal, que investiga uma associação criminosa voltada à prática de compra de votos. Também foram alvos da ação a irmã e a mulher do parlamentar, além do subcomandante da Polícia Militar de Roraima, coronel Francisco das Chagas.

A PF cumpriu na quarta-feira, 18, 14 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça da 1ª Zona Eleitoral de Roraima.

A investigação teve início após a prisão em flagrante de dez pessoas no dia, 5 de outubro, pelo crime de corrupção eleitoral. Na ocasião, um suspeito, apontado na investigação como líder de campanha, teria cooptado eleitores para votar em Genilson. Em contrapartida ao voto, essas pessoas teriam recebido valores que variavam entre R$ 100 e R$ 150.

No dia 6 de outubro, uma busca e apreensão conduzida pela PF identificou a prática de diversos crimes eleitorais. Na ocasião, o presidente da Câmara, então candidato à reeleição, foi preso pelos crimes de corrupção eleitoral bem como lavagem de dinheiro. A polícia também apreendeu ouro em sua forma bruta na casa do parlamentar, o que é crime.

Após a prisão, a Justiça determinou a soltura de Genilson.

Esquema

Ainda conforme a PF, o esquema, liderado pelo vereador reeleito, contaria com apoio de agentes públicos, incluindo um oficial da PM, que manteria o parlamentar informado sobre denúncias recebidas sobre a compra de votos.

Genilson possuía um grupo em aplicativo de mensagens onde os envolvidos fariam prestação de contas sobre o esquema. Ao menos R$ 1 milhão foi utilizado na compra de votos.

O inquérito policial aponta que o vereador, já investigado em outros momentos por diversos crimes, teria recebido patrocínio do tráfico para o exercício de suas atividades parlamentares, inclusive, para a disputa à presidência da casa legislativa municipal.

Os investigados podem ser indiciados pelos crimes de associação criminosa, corrupção eleitoral, assim como falsidade ideológica eleitoral. Isso além de transporte ilegal de eleitores, violação do sigilo do voto, violação de sigilo funcional, bem como prevaricação e lavagem de dinheiro.

Fonte: Da Redação

Lara Muniz

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