Nunes Marques autoriza ex-deputado acusado de mandar sequestrar e torturar jornalista de RR a participar das eleições 2026

Jalser Renier deu entrada na ação no STF no dia 27de julho e obteve a autorização do ministro nove dias depois

Nunes Marques autoriza ex-deputado acusado de mandar sequestrar e torturar jornalista de RR a participar das eleições 2026
Foto: Reprodução

O ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, autorizou de forma liminar que o ex-deputado Jalser Renier concorra nas eleições 2026. A decisão foi assinada nesta quarta-feira, 5 de agosto, enquanto o Tribunal analisa o recurso.

Jalser entrou com o processo no STF no dia 7de julho e obteve a autorização do ministro nove dias depois. Ele teve o mandato cassado na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) em fevereiro de 2022, após acusação de mandar sequestrar e torturar Romano dos Anjos, jornalista da TV Imperial, afiliada à Rede Record.

A partir de então, Jalser entrou com cerca de uma dezena de recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas teve todos negados. Ele tentava reverter a cassação e adquirir de volta os direitos políticos.

O sequestro ocorreu em outubro de 2020, quando bandidos encapuzados invadiram a residência do jornalista. Ele foi tirado de casa e levado para uma região de lavrado na zona rural de Boa Vista, onde foi torturado, enquanto sua esposa, a apresentador Nattacha Vasconcelos foi mantida em cárcere privado. Ela é servidora efetiva da Assembleia, que na época era comandada por Jalser Renier.

Um ano depois, a Polícia Civil e o Gaeco do Ministério Público de Roraima (MPRR) prenderam o então deputado na segunda fase Operação Pulitzer. Três policiais de alta patente da Polícia Militar, e que encabeçavam a equipe de segurança de Jalser também foram presos.

Investigações

As investigações revelaram um esquema montado para executar o sequestro, tendo como núcleo policiais militares que faziam a segurança de Jalser e um servidor do núcleo de inteligência da Assembleia, criado pelo então presidente da Casa. Eles planejaram o crime, convocaram outros policiais e executaram.

As apurações da Polícia Civil e do Gaeco constataram que os agentes públicos monitoraram a casa do jornalista, assim como as proximidades. Um deles conhecia Romano dos Anjos e, durante as investigações, chegou a ir até a casa da vítima e mandar mensagens que soaram como intimidação.

O caso segue no Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) há cinco anos e já percorreu todos os passos necessários, faltando apenas a conclusão coma sentença.

Fonte: Da Redação

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