Política

OPINIÃO – Em pleno ano eleitoral, indústria da invasão ainda persiste em Roraima

Uma família, incluindo várias crianças, foi retirada de uma área de invasão nessa quinta-feira (15) no bairro Nova Cidade. As pessoas, que já haviam sido notificadas e alertadas pelos fiscais da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (Emhur), também já tinham sido cadastradas nos programas da Prefeitura de Boa Vista, mas ignoraram os alertas. 

O grupo construiu um barraco em uma área institucional do município. Sendo o local uma Área de Proteção Permanente (APP), a lei proíbe ocupação humana. Existe ainda o risco de alagamento durante as chuvas, segundo os fiscais.

Um vídeo que circulou nas redes sociais inicialmente chamou a atenção de quem assistiu. Nele, máquinas derrubavam o barraco. Mas bastaram alguns minutos para que os mais conhecedores da história recente de Roraima identificassem o motivo de tanto estardalhaço. O assessor de um vereador de Boa Vista dava apoio e filmava tudo para, posteriormente, se aproveitar da situação.  

Minutos após a ação legítima da Emhur, o servidor da Câmara Municipal de Boa Vista retirou todas as pessoas que estavam na área de invasão e as levou para a sede da Prefeitura Municipal de Boa Vista. O intuito era criar uma notícia negativa para a gestão do prefeito Arthur Henrique (MDB). 

Não bastasse, paralelo a isso, nas redes sociais, postagens arquitetadas criticavam a atitude da prefeitura e afirmando que a ação teria revoltado a população roraimense e que migrantes venezuelanos tinham mais chances que brasileiros.

População não compactua com invasões

Mas a maioria dos comentários mostrou que a população não compactua com invasões de terras, institucionais ou não. A prática antiga e eleitoreira perdeu força nos últimos anos com a ação repressiva da Emhur. O órgão não permite ocupações irregulares ou loteamentos sem as devidas autorizações.  

Portanto, a orientação da Prefeitura de Boa Vista é que as pessoas não invadam terrenos. E que não acreditem em promessas de oportunistas que aparecem principalmente em período eleitoral. Afinal, invadir terras é crime e passível, inclusive, de prisão.

Da Redação

Rosi Martins

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