Política

Prefeitura fortalece compromisso com a primeira infância em treinamento de secretários municipais

Reconhecida nacionalmente como a “Capital da Primeira Infância”, Boa Vista mantém seu compromisso com o desenvolvimento integral das crianças promovendo um encontro para secretários municipais e adjuntos. O treinamento reforça, sobretudo, a importância de ações integradas e conscientes nos primeiros anos de vida, que vão da gestação aos seis anos.

Durante o evento, os participantes refletiram sobre seu papel, tanto na gestão pública quanto na sociedade, em promover um olhar atento, empático e comprometido com a Primeira Infância. Fase essa que é decisiva para o desenvolvimento humano.

Conforme o prefeito Arthur Henrique (MDB), a Prefeitura passou por uma renovação em sua equipe de gestão, com a chegada de novos secretários e técnicos. Desse modo, a proposta agora é engajar esses novos profissionais para que também abracem a pauta da Primeira Infância.

“Se estou hoje como prefeito, tenho a obrigação de fazer a diferença. As crianças que nascem em famílias estruturadas já têm um futuro mais promissor. Precisamos garantir que todas tenham as mesmas oportunidades e isso depende de políticas públicas e da ação de cada gestor e servidor”, afirmou.

Investimento no presente e resultado no futuro

A programação contou com a participação de Débora Daves, da AVSI Brasil. Além dela, Claudia Vidigal, assim como Sam Sternin, da Fundação Van Leer, falaram por meio de videoconferência. Sternin, por exemplo, é especialista em mudança de comportamento. E palestrou sobre estratégias para promover mudanças organizacionais e comportamentais no setor público, especialmente no contexto do desenvolvimento infantil.

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Zeitoune, esteve pela primeira vez em um evento voltado à Primeira Infância. “É fundamental olhar para essa fase como um investimento no presente e no futuro. Podemos e vamos aplicar esse conhecimento na saúde para reduzir desigualdades sociais”, disse.

Já o secretário de Administração e Gestão de Pessoas, Márcio Vinícius, enfatizou que o compromisso com a infância em Boa Vista não é apenas discurso. “Fazemos isso com técnica, transparência e resultados concretos. A nova equipe está sendo motivada a seguir nesse caminho”, destacou.

Durante o encontro, os participantes também vivenciaram a dinâmica “Sons da Vida”, conduzida pela facilitadora Valéria Reinbold, com o intuito de sensibilizar e conectar os gestores à essência da infância.

Reconhecimento nacional e política estruturada

É na Primeira Infância que se formam as bases emocionais, cognitivas e sociais do indivíduo, influenciadas diretamente pelo ambiente, cuidado e estímulos que a criança recebe. A ciência então mostra que políticas públicas eficazes nessa fase têm impacto direto no futuro das crianças e da sociedade.

Boa Vista é a primeira capital do Brasil a estruturar um programa orçamentário específico para a Primeira Infância, atrelado ao Plano Plurianual (PPA) 2022–2025. A iniciativa, que começou em 2021, permitiu identificar, detalhar e monitorar os investimentos exclusivos e não exclusivos destinados às crianças de 0 a 6 anos, por meio de uma metodologia pioneira.

Esse processo foi viabilizado pelo Programa Família que Acolhe (FQA), criado em 2013, que integra políticas nas áreas de saúde, educação e assistência social, com foco no fortalecimento da família e no desenvolvimento infantil. Além disso, foi criado o Comitê Gestor Intersetorial, com a participação de 11 secretarias, e o Plano Municipal da Primeira Infância, consolidando uma governança integrada e eficiente.

Em 2025, o município destinou R$ 362.475.857,79 exclusivamente para ações voltadas à Primeira Infância, distribuídos em 14 unidades orçamentárias, conforme detalhado na Lei Orçamentária Anual. Os dados constam no Demonstrativo da Primeira Infância, ferramenta que assegura transparência e foco nas prioridades locais.

Além disso, a cidade conta com o Comitê da Primeira Infância, que integra a Rede Latino-Americana – Cidade das Crianças e é formado por 24 membros, com idade entre 6 e 11 anos, incluindo representantes das zonas urbana, rural e indígena, além de crianças com deficiência (PCD). As reuniões acontecem a cada dois meses e promovem a cidadania ativa desde a infância.

Fonte: Da Redação

Rosi Martins

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