Sessão inicia às 17h na Assembleia - Foto: Arquivo Roraima em Tempo/Edinaldo Moraes
Os deputados têm poder para suspender a prisão de Jalser Renier (SD) devido à imunidade parlamentar. Ele foi preso durante Operação Pulitzer por suspeita de ser o mandante do sequestro do jornalista Romano dos Anjos na sexta-feira (1º).
Conforme com o rito da Casa, hoje às 15h, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) volta a analisar se mantém a prisão.
A comissão é composta pela presidente Catarina Guerra (SD) e os membros Renan Filho (Republicanos), Evangelista Siqueira (PT), Aurelina Medeiros (Pode), Jorge Everton (sem partido), Coronel Chagas (PRTB) e Lenir Rodrigues (PPS).
O relator do caso, deputado Coronel Chagas (PRTB), vai apresentar um parecer, que deve ser apreciado por todos os deputados.
Em seguida, às 17h, em sessão extraordinária, os deputados devem tomar a decisão final sobre a prisão do parlamentar. A sessão será aberta e transmitida pela TV ALE, mas os votos serão secretos.
O sequestro do jornalista Romano dos Anjos ocorreu no dia 26 de outubro de 2020. Bandidos o retiraram de casa, o torturaram e em seguida o deixaram em uma área na região o Bom Intento, na zona Rural de Boa Vista.
Romano estava com pés e mãos amarrados com fita adesiva, mas conseguiu se soltar. Como resultado, ele passou toda a noite próximo a uma árvore no Bom Intento. Os criminosos também queimaram o carro do jornalista.
O Roraima em Tempo mostrou com exclusividade o documento da Polícia Civil que indicava Jalser Renier como mandante do crime.
Conforme a Civil, uma organização criminosa especializada em espionagem, inteligência, logística e segurança privada foi responsável pelo crime.
A organização era composta por policiais da ativa e reserva e funcionava dentro da Assembleia Legislativa e Jalser Renier é apontado como líder do grupo.
As investigações revelam que Jalser liderou o grupo dentro da Assembleia Legislativa entre os anos de 2015 e 2021.
Hoje a reportagem teve acesso exclusivo a documento do Ministério Público (MPRR) que detalha a participação de Jalser Renier no crime.
De acordo com a procuradora-geral Janaína Carneiro, ele criou uma “milícia” na Assembleia Legislativa. Ela compara o sequestro de Romano um crime que ocorre em “Estados fascistas e ditaduras cruéis”.
Além disso, a intenção do crime era enviar um recado não só para Romano, mas para todos os jornalistas que criticassem o deputado.
O órgão também menciona sete situações em que evidenciam a participação do parlamentar, que resultou na prisão preventiva do deputado, na última sexta-feira.
Por Redação
Serviço contempla a Avenida Surumu, Rua João Barbosa e Travessa Mecejana
Medida é preventiva e fabricante já iniciou o recolhimento voluntário de três lotes do produto
Sesau informou que a paciente internada há 11 dias ainda não passou por cirurgia porque…
Atualmente, pacientes com problemas na córnea dependem de doações, que são limitadas para atender à…
Participante do ALI Rural do Sebrae desenvolve máquina que reduz esforço e aumenta produtividade na…
Texto reforça a proteção às vítimas ao permitir que delegados determinem o uso do equipamento…