Medida foi aprovada com 17 votos favoráveis e nenhum voto contrário - Foto: Arquivo/Roraima em Tempo/Edinaldo Morais
O presidente da Assembleia Legislativa, Soldado Sampaio (PCdoB), convocou uma reunião extraordinária com a mesa diretora para a tarde de hoje (1º). A informação foi confirmada pela Assembleia.
A Casa vai decidir se mantém ou derruba a prisão do deputado Jalser Renier (SD), alvo da Operação Pulitzer II, que investiga o sequestro do jornalista Romano dos Anjos.
Pela Constituição, os deputados têm poder para sustar a prisão de um parlamentar. Caso semelhante ocorreu quando o deputado Renan Filho foi preso, mas a Casa derrubou a prisão e ele foi solto.
O Roraima em Tempo mostrou com exclusividade que Jalser Renier é apontado no inquérito da Polícia Civil como o mandante do sequestro e tortura do jornalista.
“Alcançamos a identificação de muitos sinais da implicação do parlamentar estadual Jalser Renier Padilha nos delitos de sequestro e tortura do jornalista Romano dos Anjos na condição de mandante dos crimes”, escreve o delegado João Evangelista.
De acordo com as investigações, ele comandou de 2015 a 2021 uma organização criminosa que espionava e ameaçava adversários políticos e fazia segurança velada para deputados ligados a Renier, então presidente da Assembleia.
Semana passada o deputado Nilton do Sindpol disse que, caso o parlamentar fosse preso, ele votaria para manter a prisão.
O sequestro do jornalista Romano dos Anjos ocorreu no dia 26 de outubro do ano passado. Bandidos o retiraram de casa, o torturam e em seguida o deixaram em uma área na região o Bom Intento, na zona Rural de Boa Vista.
Romano estava com pés e mãos amarrados com fita adesiva, mas conseguiu se soltar. Como resultado, ele passou toda a noite próximo a uma árvore no Bom Intento. O carro do jornalista foi queimado pelos criminosos.
Em depoimento à Polícia Civil, o jornalista disse que os criminosos citaram o nome do governador e do senador Mecias de Jesus (Republicanos). Logo depois, os dois políticos negaram.
Denarium pediu à Polícia Federal que assumisse a investigação do sequestro, mas a Superintendência afirmou que não havia elemento que federalizasse o caso.
Por Redação
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