Política

Sétimo pedido de impeachment contra governador de Roraima será protocolado na Assembleia Legislativa

Mais um pedido de impeachment contra o governador de Roraima, Antonio Denarium (Progressistas) será protocolado na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) nesta quarta-feira (19).

Os autores da denúncia são Rudson Leite (PV) e Fábio Almeida e Juracy Francisco dos Santos, o Escurinho. Todos foram candidatos a governador nas eleições de 2022. Eles pretendem conceder coletiva de imprensa após o protocolo na Casa Legislativa.

Eles apontam uma série de acusações graves contra o governador, incluindo abuso de poder político e econômico, desvio de recursos públicos, nepotismo, superfaturamento de contratos, e gestão inadequada de programas sociais e recursos destinados à saúde e infraestrutura.

Sétimo pedido de impeachment

Este já é o sétimo pedido de impeachment contra o governador na ALE-RR. Destes, três partiram do advogado Marco Vicenzo. Ele se baseou na crise dos Yanomami, em processos licitatórios da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), bem como em contratos na Secretaria de Estado do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes).

O pedido de impeachment sobre os indígenas se trata da fala de Denarium, onde ele afirmou que os Yanomami “têm que se aculturar”.

No caso do pedido de cassação relacionado à Saúde, Vicenzo explicou que tem a ver com contratos celebrados na Sesau.

Já o terceiro pedido de cassação está relacionado ao um processo de aquisição de cestas básicas por meio da Setrabes. Conforme o Vicenzo, a contratação era em torno de R$ 65 milhões.

Outro advogado também protocolou pedido de impeachment contra Denarium na ALE-RR. Jorge Mário Peixoto alegou corrupção durante o período de pandemia.

Conforme o documento, ao fim da pandemia de Covid-19, Denarium decidiu “com simples intenção política”, com o aval de 17 deputados, aprovar a extensão do decreto que reconheceu estado de calamidade pública em Roraima até 31 de dezembro deste ano.

Por fim, o jornalista Bruno Perez também protocolou pedido. Segundo ele,  o gestor cometeu o crime de responsabilidade por ter feito comentários preconceituosos contra os indígenas que estão em situação de vulnerabilidade na área Yanomami em Roraima. Ele destacou ainda que o governador sempre esteve ciente da situação na Terra Indígena, mas nunca tomou atitude para ajudar os Yanomami.

Fonte: Da Redação

Rosi Martins

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