Política

TRE-RR remarca julgamento de ação contra Cascavel e Lourinho

A Justiça Eleitoral remarcou o julgamento da ação contra o ex-deputado federal Airton Cascavel e o deputado Éder Lourinho (PTC).

Eles são acusados de compra de votos por R$ 100 na cidade de Caracaraí, região Sul de Roraima, nas eleições de 2018.

O julgamento iniciou no dia 25 de agosto depois de dois meses de adiamento. Contudo, o juiz Francisco Guimarães pediu mais tempo para analisar o caso.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) se irritou, e pediu celeridade. Assim, a ação entrou na pauta do dia 29 de setembro, por videoconferência.

Voto do relator

Por outro lado, o relator do caso, juiz Luiz Alberto de Morais Júnior, já votou para cassar o mandato de Lourinho e multar Cascavel.

Ele diz que os testemunhos e as provas coletadas pelo Ministério Público Eleitoral um dia antes das eleições atestam a compra de votos.

“A análise das provas indica que [os candidatos], por meio de terceiros, ofereceram dinheiro em troca de votos nas eleições de 2018. Tal prática foi confirmada por testemunhos, materiais apreendidos, quando da operação do Ministério Público Eleitoral em Caracaraí”, conclui.

Caso

O Ministério Público fazia uma ronda um dia antes da votação, em outubro de 2018, quando se deparou com uma reunião na região da Prainha.

Um carro considerado caro despertou a atenção dos agentes, pois estava em uma área pobre de Caracaraí. Quatro pessoas acabaram presas, uma delas um pastor evangélico.

No veículo os agentes encontraram R$ 6,6 mil, usados para pagar os eleitores em troca de voto em Éder e Cascavel. Além disso, o ministério recolheu santinhos e listas com nomes de moradores.

Os depoimentos de sete pessoas confirmaram que o dinheiro se tratava de um “agrado” para apoiar os candidatos. Uma das promessas do pastor era fazer um churrasco depois das eleições e convidar os eleitores.

Para o relator, os testemunhos não se mostraram isolados, mas partiram de diversas pessoas. Os relatos de Cascavel, Éder e os envolvidos entraram em contradição, o que sustenta, conforme Luiz Alberto, a prática criminosa.

Cascavel, por exemplo, disse que o dinheiro encontrado no carro seria para pagar por um passeio turístico depois das eleições, como forma de “relaxar”.

Por Redação

Josué Ferreira

Recent Posts

Recapeamento avança e melhora vias no bairro Mecejana

Serviço contempla a Avenida Surumu, Rua João Barbosa e Travessa Mecejana

4 horas ago

Anvisa proíbe venda de fórmula infantil contaminada por toxina

Medida é preventiva e fabricante já iniciou o recolhimento voluntário de três lotes do produto

7 horas ago

Familiares de paciente com pedras na vesícula denunciam demora para cirurgia na Saúde do Estado

Sesau informou que a paciente internada há 11 dias ainda não passou por cirurgia porque…

8 horas ago

Córnea artificial com escamas de peixe pode ser alternativa de baixo custo para transplantes

Atualmente, pacientes com problemas na córnea dependem de doações, que são limitadas para atender à…

8 horas ago

Produtor de Roraima conquista prêmio nacional com inovação que facilita trabalho no campo

Participante do ALI Rural do Sebrae desenvolve máquina que reduz esforço e aumenta produtividade na…

9 horas ago

Agressores de mulheres usarão tornozeleira de imediato, aprova Senado

Texto reforça a proteção às vítimas ao permitir que delegados determinem o uso do equipamento…

9 horas ago