Agiotagem no Governo de Denarium mostra mais uma faceta de seu modus operandi na gestão pública

Denarium já reuniu mais de 180 processos judiciais envolvendo agiotagem. Em um dos casos, há relatos de que ele usava seu cargo de governador para coagir pessoas

Agiotagem no Governo de Denarium mostra mais uma faceta de seu modus operandi na gestão pública
Foto: Divulgação

‘Agiotagem’ 1

Uma recomendação do Ministério Público de Contas apontou indícios de graves irregularidades no sistema de consignações do Estado durante a gestão de Antonio Denarium. O MPC apontou que os cartões consignados cobravam juros de até 5,5% ao mês, bem acima das taxas do empréstimo consignado tradicional. O órgão também identificou falhas de controle, falta de transparência nas informações dos contratos entre os servidores. A recomendação inclui ainda a rescisão do contrato com a empresa responsável pelo sistema de consignações, a revisão das normas que regulamentam a modalidade e o envio do caso à Polícia Civil para apuração.

‘Agiotagem’ 2

Ou seja enquanto esteve no poder, Antonio Denarium dizia aos quatro cantos que valorizava o servidor público. Agora, a recomendação do MPC mostra o outro lado da moeda. Há indícios de um sistema que teria exposto milhares de servidores ao superendividamento. A promessa de valorização deu lugar a um cenário da armadilha em que muitos servidores ficaram presos a dívidas milionárias, a ponto de o próprio MPC enxergar contornos de uma possível “agiotagem institucionalizada”.

Denúncias

O Roraima em Tempo fez uma série de reportagens em 2022 relatando diversos casos de agiotagem envolvendo Antonio Denarium. De acordo com um levantamento enviado à reportagem, à época Denarium já acumulava 187 processos, que reuniam denúncias de coação psicológica, apropriação indevida de bens, entre outras. Um dos casos relata que ele usava o cargo de governador para coagir pessoas.

LDO

Foi aprovado, com emendas e anexos, o Projeto Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Ela  é a peça que antecede à Lei Orçamentária Anual (LOA), com previsão para ser votada no segundo semestre deste ano. O Governo precisa desenvolver as atividades para a população com base em três peças importantes: o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). Todos os projetos devem ser aprovados pela Assembleia Legislativa. O PPA é enviado no início de cada mandato do novo chefe do Executivo e traça as metas para os quatro anos posteriores, o que deve ocorrer no próximo ano após as eleições de outubro. Diferente dessa peça, a LDO e a LOA precisam ser analisadas todos os anos pelos deputados estaduais, para terem efeitos a partir de janeiro do ano subsequente.

Da Redação

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