Operações da PF revelam uma rede de corrupção em volta do governador de RR

Tanto familiares como secretários de Governo e pessoas próximas foram alvos de busca, apreensão e prisão nos últimos meses; PF investiga desvio de R$ 20 milhões na Sesau e apreendeu R$ 3,2 milhões de contrato da Uerr que seria usado para pagar propina

Operações da PF revelam uma rede de corrupção em volta do governador de RR
Foto: Montagem/TV Imperial

Nos últimos meses a Polícia Federal (PF) realizou uma série de operações de combate à corrupção em Roraima. Os alvos, são todos ligados ao governador Antonio Denarium (PP).

Uma fonte da reportagem relatou a origem e qual seria o destino dos R$ 3,2 milhões que os policiais federais apreenderam no dia 18 de agosto. A PF encontrou o dinheiro em sacos de lixo após rastrear uma transação bancária que resultou no saque do valor em contrato da Uerr com uma empresa.

Conforme as informações, o dinheiro seria para repor o investimento de R$ 3 milhões que o reitor teria feito para conseguir ocupar a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas de Roraima (TCE-RR). De acordo com a fonte, Regys Freitas teria pago R$ 3 milhões para que o ex-conselheiro Henrique Machado antecipasse sua aposentadoria. E assim ele fez.

A eleição de Regys na Assembleia Legislativa para  o cargo já estaria, inclusive, acertada com o presidente da Casa, Soldado Sampaio. No entanto, Denarium viu que sua situação na Justiça Eleitoral estava complicada, assim como viria a ficar também no TCE-RR, decidiu colocar sua esposa como candidata à vaga.

Então ele começou a chamar os deputados para negociar. Chamou, inclusive, Jorge Everton, que já contava com apoio dos amigos parlamentares e se sentiu traído, rompendo, em seguida os laços políticos com o governador.

Denarium conseguiu eleger a esposa para o TCE-RR e o reitor da Uerr ficou no prejuízo, e segundo revelou a fonte desta coluna, passou a cobrar o governador. Assim surgiu a ideia de um contrato de R$ 16 milhões e o pagamento de propina de R$ 3,2 milhões.

Regys só não imaginava que a Polícia Federal iria rastrear o saque e apreender todo o dinheiro, deixando ele novamente no prejuízo.

Prisão do filho do ex-conselheiro

Na semana passada, a PF deflagrou uma operação de combate à corrupção na Prefeitura de Alto Alegre que tem como prefeito o jovem Pedro Henrique Machado. Ele é filho do ex-conselheiro Henrique Machado.

Os policiais tentaram cumprir um mandado de prisão contra o prefeito, mas não conseguiram localizá-lo. Após ser considerado como foragido da Justiça, Pedro Henrique então se entregou.

Mas segundo informações, houve muita pressão para que ele fosse retirado da Penitenciária Agrícola do Monte Cristo. E agora ele está em um  cela especial cheia de regalias. Além disso, ele não teve que raspar a cabeça. É que, conforme informações, caso o Governo não cedesse a essa pressão, o pai do prefeito poderia abrir a boca sobre a questão dos R$ 3 milhões e entregar meio mundo de gente à Justiça.

Império da corrupção

As operações da PF revelem não somente uma rede, mas um verdadeiro império da corrupção ao redor do governador de Roraima.

No dia 10 de fevereiro deste ano, por exemplo, policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa da irmã do governador.  Vanda Garcia era um dos alvos da Operação BAL que investiga uma organização criminosa que coordenaria um esquema de lavagem de dinheiro fruto do comércio de ouro ilícito.

Fabrício Almeida, sobrinho do governador, também era um dos alvos. Segundo informações, o depoimento de Vanda na Delegacia da PF foi desastroso, cheio de contradições.

Outra operação federal que tinha como alvos pessoas ligadas a Denarium aconteceu na quarta-feira (6). A Operação Hipóxia cumpriu mandados na casa da secretária de Saúde Cecília Lorezon. O alvo era seu esposo, Fernando Basso, ligado ao empresário Roger Pimentel, que já foi alvo de outras operações por desvio de verbas da Sesau, comanda por Cecília.

Roger, está com mandado de prisão aberto. Contudo, a PF não o localizou no estado. Há informações de que ele deve se entregar no início da próxima semana. É que ele está fora do Estado e não quer que a PF o prenda ao chegar no aeroporto por medo da exposição.

A empresa de Roger é investigada em um esquema que desviou da Sesau, mais de R$ 20 milhões de verbas da Covid em 2020.

Fonte: Da Redação

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