Frustração
A prova de que Antonio Denarium parece não reconhecer os limites, foi a frustrada tentativa de emplacar a cunhada, Tania Soares, como candidata ao Senado. Mesmo sem ocupar mais o cargo de governador e inelegível, Denarium articulou na Executiva Nacional do União Brasil, – partido que sequer é filiado, para que o nome dela fosse considerado. A estratégia, no entanto, não deu certo. Durante a reunião da legenda, em julho, Isamar Ramalho conquistou o apoio da maioria e acabou consolidando o único nome com favoritismo para a disputa pelo partido.
Redes
Nas redes sociais, Tânia Soares até já retirou do perfil a frase “pré-candidata ao Senado” e deixou somente “pré-candidata”. Já Helena da Asatur convidou Tânia para formar uma parceria política. Ao que tudo indica, esse pode ser o único grupo disposto a abrir espaço para a cunhada de Antonio Denarium, que teve nome rejeitado no União Brasil e não ganhou espaço no palanque de Arthur Henrique, que já tem dois candidatos para apoiar: Nicoletti e Hélio Negão, que veio do Rio de Janeiro para tentar pegar uma vaga do povo de Roraima.
Vitimismo
De acordo com uma fonte próxima ao ex-governador inelegível, sua atitude de passar por cima dos políticos locais e articular a pré-candidatura da cuinhada diretamente em Brasília não agradou. Isso porque o partido precisa colocar os nomes na mesa e discutir a viabilidade da candidatura de cada. Por fim, escolher quem tem mais chance de ser eleito. Mas, segundo a fonte da coluna, a nova estratégia de Denarium é que a cunhada use um discurso vitimista, enfatizando perseguição política dentro do partido. Será?
Cinismo
Impressiona o cinismo de alguns candidatos nestas eleições, que tentam, a todo custo, reconstruir a própria imagem, já desgastada pela falta de compromisso demonstrada quando tiveram poder para agir. Um exemplo é a ex-secretária de Saúde, Cecília Lorezon, que integrou a gestão anterior. Em vídeos divulgados recentemente, Cecília aponta falhas na saúde pública. No entanto, parece esquecer que, durante o período em que comandou a Sesau, esteve ausente de reuniões para as quais foi convocada pela Assembleia Legislativa para prestar esclarecimentos do caos instalado. Além disso, sequer apresentou explicações convincentes para o povo sobre o elevado número de mortes de mães e bebês registradas na chamada Maternidade de lona.

