Saúde

Caso Delta: governo reforça necessidade da vacina frente ao risco de novas internações

Após a confirmação do primeiro caso da variante Delta, da Covid-19, o Governo de Roraima emitiu uma nota de alerta na noite de ontem.

O documento, assinado pela coordenadora da Vigilância em Saúde (CGVS), Valdirene Oliveira, cita o risco de aumento no número de internações.

Além disso, ela fala para reforçar a vacinação em todas as pessoas a partir de 12 anos de idade.

“A partir do exponencial aumento no número de sequenciamentos da Delta e o possível aumento de casos e hospitalizações relacionados à variante nos estados, se faz indispensável elevar os esforços para ampliar as coberturas vacinais”, escreve.

A coordenadora emitiu diversas orientações às unidades de saúde, como fazer o atendimento de um caso suspeito, coleta de exames e comunicação às autoridades.

Caso Delta

O primeiro caso da variante foi anunciado ontem (10) pela Prefeitura de Boa Vista.

Uma mulher, com histórico de viagem para fora do estado, teve sintomas leves. Contudo, a prefeitura não informou se ela já estava vacinada.

Os familiares dela não adoeceram, mas as equipes de saúde buscam as pessoas com quem a mulher teve contato.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou o único caso no dia 8 de setembro após analisar 131 amostras. As outras são da Gama, a P.1, identificada, primeiramente, no Amazonas.

O jornal questionou o governo o motivo de o caso não ter sido comunicado antes, entretanto, não teve resposta.

Transmissão da Delta

Conforme a CGVS, a preocupação com a Delta é a alta capacidade de transmissão em relação às outras.

Com isso, podem aumentar as internações, além da pressão no sistema de saúde.

Dessa forma, a vacina é a forma mais eficaz de combater o vírus, bem como manter o uso de máscara, distanciamento social.

“Essas medidas permanecem eficazes na redução da transmissão desta e de todas as outras variantes”, diz a CGVS.

Dados

Ontem, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) confirmou cinco novos casos e quatro mortes pelo vírus.

Por outro lado, de acordo com os dados da secretaria, a vacinação segue em ritmo lento, puxado para trás pela falta de interesse da população.

Até esse sábado, apenas 18,7% dos roraimenses estavam completamente imunizados. Aqueles que tomaram a primeira dose somam 55,4%.

A vacina não evita de pegar a doença, mas reduz os riscos de agravamento e morte. Para ter a eficácia total do imunizante é preciso tomar as duas doses.

Por Josué Ferreira

Josué Ferreira

Recent Posts

Recapeamento avança e melhora vias no bairro Mecejana

Serviço contempla a Avenida Surumu, Rua João Barbosa e Travessa Mecejana

4 horas ago

Anvisa proíbe venda de fórmula infantil contaminada por toxina

Medida é preventiva e fabricante já iniciou o recolhimento voluntário de três lotes do produto

7 horas ago

Familiares de paciente com pedras na vesícula denunciam demora para cirurgia na Saúde do Estado

Sesau informou que a paciente internada há 11 dias ainda não passou por cirurgia porque…

8 horas ago

Córnea artificial com escamas de peixe pode ser alternativa de baixo custo para transplantes

Atualmente, pacientes com problemas na córnea dependem de doações, que são limitadas para atender à…

8 horas ago

Produtor de Roraima conquista prêmio nacional com inovação que facilita trabalho no campo

Participante do ALI Rural do Sebrae desenvolve máquina que reduz esforço e aumenta produtividade na…

8 horas ago

Agressores de mulheres usarão tornozeleira de imediato, aprova Senado

Texto reforça a proteção às vítimas ao permitir que delegados determinem o uso do equipamento…

9 horas ago